Sormani: 'Shopping aberto não é aval para futebol voltar. Tá tudo errado!'


O comentarista Fábio Sormani voltou a criticar a flexibilização das medidas de isolamento no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, em participação no programa "Rádio Fox Sports", o jornalista ponderou que, assim como o futebol não deveria retornar neste momento no país, as taxas de coronavírus ainda não diminuíram para pensar em flexibilização.

- Um erro não justifica o outro. O fato de um shopping estar aberto não justifica dar o aval para o futebol voltar ou não. Tá tudo errado, não só o futebol. O fato do Mercadão de Madureira estar aberto e os shopping estarem abertos não dá aval ao futebol, está errado também. Nos outros programas, também estão criticando a abertura, criticam as pessoas nas ruas. A maior parte do tempo nós falamos sobre futebol, então damos mais ênfase.

Segundo o comentarista, existem problemas sobre os possíveis riscos de contaminação pela COVID-19 não apenas no esporte. As críticas de Sormani vão além, e ganharam coro dentro do programa. Nas redes sociais, o assunto não deixou de ser o retorno das pessoas às ruas.

- Se olharmos o noticiário de maneira global, veremos as pessoas criticando tudo. Não estamos criticando só o futebol. O fato de estarem liberadas outras atividades, acho um grande erro - comentou ele, que finalizou:

- É uma comédia, ficção, o prefeito do Rio de Janeiro dizer que vai abrir para flexibilização porque estamos na segunda fase. Segunda fase de quê? A primeira nem terminou. As pessoas continuam morrendo. Está tudo errado, não só o futebol. As pessoas estão impacientes porque são indisciplinadas. Saíram de casa quando deveriam ter ficado por dois meses. Agora, pode ir até o fim do ano porque não souberam manter a quarentena quando os médicos pediram.

Nesta quinta-feira, o Flamengo entrou em campo e venceu o Bangu por 3 a 0, pelo Carioca. No Maracanã, Bruno Henrique, que marcou dois, e Pedro Rocha, que marcou seu primeiro gol pelo time rubro-negro, assinalaram pelo Fla e viram um silencioso estádio.

No Rio, foram registradas mais de 8,4 mil mortes até um dia antes do confronto no gramado, somando 274 vítimas fatais apenas na quarta-feira.












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