Skatista Kelvin Hoefler é prata em Tóquio, primeira medalha brasileira nas Olimpíadas

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TÓQUIO, TO - 25.07.2021: OLIMPÍADA TÓQUIO 2020 TÓQUIO - Kelvin Hoefler comemorando com medalha depois ganhar primeira medalha do Brasil (prata) nas Olimpíadas. Evento skate Street, masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 realizados em 2021, na cidade de Tóquio, Japão. (Foto: Richard Callis /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 2097670
TÓQUIO, TO - 25.07.2021: OLIMPÍADA TÓQUIO 2020 TÓQUIO - Kelvin Hoefler comemorando com medalha depois ganhar primeira medalha do Brasil (prata) nas Olimpíadas. Evento skate Street, masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 realizados em 2021, na cidade de Tóquio, Japão. (Foto: Richard Callis /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 2097670

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - História em dose dupla. A medalha que inaugurou a participação do Brasil no quadro das Olimpíadas de Tóquio foi conquistada na estreia do skate nos Jogos, com Kelvin Hoefler. Neste domingo (25), ele faturou a prata na categoria street, com 36.15 pontos na soma de suas quatro melhores notas na final.

Disputando em casa, o japonês Yuto Horigome, 22, foi medalhista de ouro, com 37.18. O americano Jagger Eaton, 20, foi bronze com 35.35.

Após duas boas voltas, que lhe colocaram na liderança da decisão, ele tinha cinco tentativas para acertar manobras, e precisava conseguir pelo menos duas. Acertou a primeira com uma boa nota (8.99), errou a segunda e a terceiras. A pressão aumentou, mas ele respondeu com uma tentativa mais segura, que lhe rendeu 7.58, e finalizou com sua melhor manobra: 9.34.

"Se não fosse o vento, a gente poderia ter levado [o ouro]. Infelizmente, eu errei duas manobras por conta do vento, tive esse empecilho", disse. Mas a prata claramente não significou descontentamento.

"Essa medalha aqui [olhando para ela], eu acredito que é um ganho para o skate em geral do Brasil. A gente vem batalhando. É bem difícil a modalidade no Brasil, então eu cresci tendo muitas dificuldades. Isso aqui não é só meu, é de todos os skatistas do Brasil, de toda a galera que vem torcendo pela gente", afirmou.

Kelvin, 28, natural de Itanhaém, que cresceu no Guarujá e hoje mora na Califórnia, tem um histórico de sucesso na modalidade (campeão da Street League em 2015) e conseguiu ampliá-lo no ambiente totalmente novo para o skate nas Olimpíadas.

Ela começou a andar aos 9 anos, quando o pai, Eneas de Souza, policial, e a mãe, Roberta Hoefler, dona de casa, deram um skate de presente para o garoto e montaram uma pequena rampa na garagem, já que no Guarujá não havia locais adequados para a prática.

Ele também surfava até a adolescência, mas as águas geladas o afastaram do mar e o fizeram se firmar nas pistas, ou nas ruas.

Desde cedo, Kelvin queria se estabelecer nos EUA em busca da carreira profissional. A competição que mudou tudo ocorreu em 2014, na África do Sul, quando ele faturou um na época inimaginável prêmio de US$ 100 mil. Isso lhe permitiu fincar raízes na Califórnia.

A final, com oito skatistas classificados após as eliminatórias, foi disputada sob sol forte e temperaturas acima de 30ºC no parque de esportes urbanos de Ariake, no início da tarde no Japão.

O Brasil também tinha outros dois atletas na competição, Giovanni Vianna e Felipe Gustavo, que terminaram a etapa de classificação em 12º e 14º, respectivamente.

Felipe Gustavo, 30, natural de Brasília, foi responsável pela inauguração do skate nos Jogos, como primeiro atleta a dar uma volta na primeira bateria.

Ele disse que normalmente acharia melhor ficar mais para o final, quando os critérios dos juízes estão mais claros, mas que nesse caso recebeu a notícia com muito prazer.

“Eu me senti honrado de ser o primeiro skatista da história a dropar. E eu tinha na minha cabeça que precisava acertar as primeiras manobras, porque todo o mundo ia ligar a televisão, nunca viu o esporte na TV, aí vai ligar e o cara erra uma manobra?”, brincou.

“Depois que acertei a primeira linha, falei ‘nossa, que felicidade’. Foi um sentimento que nunca tive antes e só tenho a agradecer o skate por ter me proporcionado isso. Fizemos história. O skate salva.”

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