Skate pode ser o “carro-chefe” de medalhas do Brasil em Tóquio

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(Foto: Divulgação)
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Por Marcelo Romano

Dos esportes que estarão nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, a maior aposta de medalhas do Brasil é o skate. Ele pode pode assumir o papel de “ carro chefe”, função que já coube em outras edições ao judô, vôlei, atletismo e vela. O skate será fundamental para ajudar o país a superar as 19 medalhas do quadro geral da Rio 2016. Serão 4 provas: duas na modalidade park e duas no street, masculino e feminino. Um total de 80 skatistas competirá no Japão, 20 por prova, 40 por gênero.

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Em cada prova, um país poderá ter até 3 representantes. O Brasil está no caminho de levar equipe completa de 12 atletas e chances a mais de uma medalha em todas as disputas. O desempenho dos brasileiros nos últimos campeonatos mundiais e provas do circuito internacional justifica esse otimismo.

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A qualificação para a Olimpíada em cada prova terá 16 atletas classificados pelo ranking mundial, 3 pelo desempenho nos campeonatos mundiais, além de 1 japonês pelo país sede. O ranking começou a valer esse ano e vai até junho do ano que vem. Se fechasse agora, o Brasil levaria 12 atletas. Chama a atenção no ranking o domínio de 3 nações: Brasil, EUA e Japão. Alguns europeus aparecem entre os destaques nas provas masculinas e a Austrália tem boas atletas nas femininas.

No skate park, o atleta compete em rampas e executa seguidas manobras, com obstáculos interagindo entre si. O Brasil tem Pedro Barros na liderança do ranking olímpico. Ele é o atual campeão do mundo, em evento reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional. Pedro também é presença constante nos pódios das etapas do circuito Vans Park Series. Na sequência aparecem Luiz Francisco em 4º lugar e Pedro Quintas em 11º no ranking.

Luiz Francisco tem 18 anos e desde a infância em Lorena no interior de São Paulo, já demonstrava habilidades extraordinárias com o skate: “ minha vó me deu o 1º skate e meus pais sempre apoiaram. Comecei no street em uma pista perto de casa. Passava o dia todo andando de skate e me inspirei no Murilo Peres”. Na etapa da Vans Park Series disputada na capital paulista em junho, Luiz terminou em 2º lugar. As lesões, um fato comum em skatistas, não o assusta “ pode acontecer a qualquer momento, mas escolhi isso para minha vida. Procuro ter pensamento positivo. Até hoje tive apenas uma fratura na mão”.

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No feminino, o Brasil também tem destaques no skate park. Yndiara Asp é 9º do ranking olímpico, mas venceu a etapa de São Paulo da Vans Park Series este ano. Também coleciona medalhas em etapas importantes do circuito mundial. Dora Varela é 13º e Victoria Bassi 15º no ranking.

A outra modalidade do skate na Olimpíada é o street. A pista simula obstáculos de rua como escadarias, rampas e corrimões. O Brasil é mais forte ainda do que no park. No feminino Pamela Rosa está na liderança do ranking olímpico, Letícia Bufoni em 3º e Rayssa Leal, de apenas 11 anos, em 5º lugar. Letícia foi vice campeã mundial nos 3 últimos anos.

Rayssa é um fenômeno brasileiro desde os 7 anos. Apelidada de fadinha, começou a praticar quando um amigo do pai lhe deu um skate. O professor desistiu e ela continuou. A garota é natural do Maranhão e graças ao apoio da Confederação Brasileira da modalidade, consegue treinar em São Paulo e viajar para todas as competições importantes. Para ela, a disputa olímpica deve ser bem diferente de outras provas que está acostumada a competir: “ vai exigir uma concentração diferente por ser a 1º participação do skate e o Brasil ter reais possibilidades de ouro, prata e bronze na minha prova”.

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No street masculino o principal nome brasileiro é Kelvin Hoefler. Ele é 5º do ranking e neste ciclo olímpico foi bronze no mundial 2017 e prata em 2018. É frequentador assíduo de pódios em tudo que disputa. Ainda entre os melhores do ranking hoje, Gustavo Felipe é 8º e Ivan Monteiro 11º.

O skate deveria estar no programa dos Jogos Pan-americanos, mas como não houve um acordo com a World Skate para que valesse pontos no ranking olímpico, acabou ficando fora.

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