Situação prevê reeleição de Leco; já oposição imagina vitória apertada de Pimenta

Leco tenta reeleição e enfrenta Pimenta, presidente do bi mundial (Montagem/Divulgação)

O São Paulo conhecerá na noite desta terça-feira seu novo presidente: Leco tentará a reeleição contra José Eduardo Mesquita Pimenta. Nas contas do grupo da situação, o atual mandatário vencerá o pleito com aproximadamente 25 votos de diferença. Para a oposição, o resultado é imprevisível.

“A diferença praticamente não existe hoje. São três votos para lá ou para cá”, avalia Newton do Chapéu, um dos principais defensores da candidatura de Pimenta. “Na última verificação que fizemos, vimos que temos pelo menos 104 conselheiros. E esse número aumentará, porque muitos que pertencem a grupos da situação votarão conosco”, emenda.

Um dos diretores de Leco, Carlos Sadi está convencido de que o poder não mudará de mãos no Morumbi. “Estamos com aproximadamente 132 votos. Nossa vantagem será de 20 a 25 votos em relação à oposição”, prevê Sadi.

A eleição presidencial no São Paulo é definida pelos 240 conselheiros, entre vitalícios e eleitos. Por causa da morte de Brasil Vita, o clube conta hoje com 239 pessoas aptas a votar, mas a expectativa é de que no máximo 225 conselheiros compareçam no Morumbi a partir das 19h30 para ajudar no pleito.

Além da escolha do presidente, serão eleitos os novos membros da mesa do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é advogado e está dentro do São Paulo há muitos anos. Foi diretor de futebol e vice-presidente até ser eleito para um mandato tampão, após a renúncia de Carlos Miguel Aidar. Já José Eduardo Mesquita Pimenta também atua como advogado e presidiu o Tricolor de 1990 a 94, período em que o Tricolor conquistou o bicampeonato mundial.

Ao longo das últimas semanas de campanha, os dois lados fizeram uma série de acusações. Os opositores protestaram por causa de uma comissão de R$ 732 mil devida na contratação de Jorginho Paulista, em 2002. O negócio foi autorizado por Leco e rejeitado pelo então presidente Marcelo Portugal Gouvêa. A consequência: no ano passado, o Tricolor acabou condenado a pagar R$ 4,7 milhões na Justiça à empresa que intermediou o negócio.

Por sua vez, Pimenta teve de responder sobre um suposto pedido de comissão em negociação e contratos firmados com a SP Sport. Tais episódios chegaram a causar a expulsão dele do Conselho Deliberativo, que acabou readmitindo sua volta ao clube em 1997, depois da apresentação de laudos periciais que desqualificavam as provas contra ele.

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