Sindicatos: mais de 50 mil empregos devem ser afetados por saída da Ford do Brasil

Marcus Couto
·1 minuto de leitura
Funcionários da Ford protestam. (Foto: AP Photo/Andre Penner)
Funcionários da Ford protestam. (Foto: AP Photo/Andre Penner)

Na avaliação de entidades sindicais brasileiras, o impacto do fechamento de todas as três fábricas da montadora americana Ford no Brasil deve ser muito maior do que os 5 mil empregos diretos cortados com o encerramento das atividades, que deve se completar até o final deste ano de 2021.

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O impacto, na avaliação dos sindicalistas, deve ser pelo menos dez vezes maior, e cerca de 50 mil empregos devem ser afetados, considerando toda a cadeia produtiva que girava em torno dessas fábricas em três estados brasileiros.

As informações são da colunista Carla Araújo, do portal de notícias UOL.

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Em nota divulgada à imprensa, a CUT e a Força Sindical culpam o governo do presidente Jair Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes por “incapacidade de conduzir a economia num sentido de fortalecimento da indústria”.

"O governo despreparado e inepto de Bolsonaro e Guedes finge ignorar a importância da indústria como motor do desenvolvimento nacional, não apresenta qualquer estratégia para a atuação da indústria no Brasil e condena o país a uma rota de desindustrialização e desinvestimento, como vínhamos alertando há tempos”, diz a nota.

A Ford anunciou nesta segunda-feira (11) seus planos de encerrar as operações no Brasil, em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE).

Atualmente, a montadora possui 6.171 funcionários no Brasil, e apenas uma pequena parte da operação, como vendas e assistência técnica, deve se manter no país.

A Ford, em comunicado, alegou ociosidade da produção, agravada pela pandemia do novo coronavírus.

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