Simone Tebet é a candidata do MDB para a presidência do Senado

Ana Paula Ramos
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Senator Simone Tebet attends a meeting of the committee of the Constitution, Justice and Citizenship (CCJ) at the Federal Senate in Brasilia, Brazil September 4, 2019. REUTERS/Adriano Machado
Senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O MDB anunciou na tarde desta terça-feira (12) a senadora Simone Tebet (MS) como candidata do partido à presidência do Senado. Atualmente ela é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pode ser a primeira mulher a comandar o Senado no Brasil.

O partido enfatizou que vai unido para a disputa neste ano, ao contrário do que aconteceu em 2019 quando rachou em torno de Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet.

A senadora avalia sua candidatura como fundamental para manter a independência do Senado em relação ao Executivo. Além disso, ela defende o respeito à regra da proporcionalidade, que leva em consideração o tamanho das bancadas na distribuição de cargos da Mesa Diretora e das presidências das comissões.

“O Senado é uma Casa facilmente manipulada, porque é necessário acordo com poucos senadores para fechar maioria. Sem a regra da proporcionalidade das bancadas, vira um balcão de negócios e o Executivo passa a dominar”, destacou.

“Vamos unir esforços na tentativa de evitar a transformação do Senado em um apêndice do Poder Executivo. A proporcionalidade das bancadas é a única coisa que nos diferencia do balcão de negócios da Câmara. Se perder a proporcionalidade, perde a independência”, alertou.

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Maior bancada no Senado, o partido liberou os possíveis candidatos a conquistar votos nas demais bancadas. Tebet não seria a preferida dos líderes da cúpula, mas eles acreditam que o nome dela é o com maior viabilidade para atrair apoios contrários ao governo, entre eles do PSDB e do Podemos.

Uma aliança entre MDB, PSDB e Podemos já daria a Simone Tebet cerca de 31 votos.

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) conta, até agora, com o apoio de cinco partidos: DEM, PSD, PROS, Republicanos e PT, em um total de 28 votos. São necessários 41 votos para vencer a eleição.

Pacheco é o candidato de Davi Alcolumbre (DEM-AP) e tem com o apoio ainda do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Também disputavam a indicação do MDB Eduardo Braga (AM) e os líderes governistas Eduardo Gomes (TO) e Fernando Bezerra Coelho (PE).

O anúncio sobre o nome do candidato do MDB estava previsto para sexta-feira (15), mas o partido decidiu antecipar depois que o PT decidiu ontem apoiar Pacheco para suceder atual presidente do Senado.

Eduardo Braga, líder do partido na Casa, teria chances se contasse com o apoio do PT. Por isso, o anúncio da bancada petista de apoiar a candidatura do senador mineiro surpreendeu o líder emedebista.

“Confesso que não consigo entender uma aliança do PT com o Bolsonaro aqui no Senado”, afirmou.

Os petistas têm rejeição a Simone Tebet pelo apoio dela à Operação Lava Jato e ao ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro.