Simone Biles: 'Se um predador machuca crianças, consequências têm que ser severas'

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Simone Biles de olhos fechados e com as mão juntas em depoimento
Simone Biles foi uma das mais de 330 mulheres e meninas que acusaram o médico Larry Nassar

A ginasta americana Simone Biles testemunhou perante um comitê do Senado dos Estados Unidos sobre os abusos que sofreu nas mãos do ex-médico da equipe Larry Nassar.

As ginastas Aly Raisman e McKayla Maroney também compareceram ao comitê, assim como o diretor do FBI, Christopher Wray.

O comitê está examinando as falhas na investigação do FBI sobre Nassar, que depois foi condenado por abusar sexualmente de meninas. Ele está cumprindo uma sentença de prisão perpétua.

"Eu culpo Larry Nasser e também culpo todo um sistema que possibilitou seus abusos", disse Biles.

"Se você deixa que um predador machuque crianças, as consequências têm que ser rápidas e severas", acrescentou ela.

A ginasta Maggie Nichols, a primeira vítima de Nasser a denunciá-lo à USA Gymnastics, a federação americana de ginástica, também testemunhou.

Ela foi uma das mais de 200 mulheres que deram declarações a um tribunal em 2018, detalhando os abusos de Nassar quando ele era o médico esportivo da equipe nacional de ginástica feminina dos Estados Unidos.

Um relatório há muito aguardado sobre a investigação do FBI, que foi publicado em julho, encontrou vários equívocos e acobertamentos cometidos por integrantes da agência, o que permitiu que o abuso de Nassar continuasse por meses depois que o caso foi aberto pela primeira vez.

O relatório de 119 páginas do inspetor geral do Departamento de Justiça concluiu que, apesar da seriedade das acusações contra Nassar, o escritório do FBI em Indianápolis demorou a reagir.

Confrontados com seus erros, dois oficiais do FBI mentiram durante as entrevistas para encobrir seus erros, afirmou o relatório. Na semana passada, um desses funcionários foi demitido.

'Eles escolheram mentir'

Simone Biles, McKayla Maroney, Aly Raisman e Maggie Nichols em depoimento no Senado dos EUA
As ginastas Simone Biles, McKayla Maroney, Aly Raisman e Maggie Nichols falaram no Senado

A ginasta Aly Raisman criticou a falta de profissionalismo da investigação do FBI, assim como McKayla Maroney, que foi a única vítima inicialmente entrevistada pela agência. Ela disse que sua experiência foi profundamente decepcionante.

"Eles escolheram fabricar, mentir sobre o que eu disse e proteger um molestador de crianças em série", disse Maroney ao comitê.

"De que adianta denunciar abusos se nossos próprios agentes do FBI vão se encarregar de enterrar esse relatório em uma gaveta?"

O presidente do comitê, o senador Dick Durbin, disse que seria investigado o que levou ao fracasso do FBI em "prevenir futuras tragédias semelhantes".

Espera-se que o diretor Christopher Wray seja questionado sobre as falhas e por que os agentes que violaram a política do FBI nunca foram processados ​​por sua má conduta.

No total, Nassar foi acusado de abuso sexual por mais de 330 mulheres e meninas que integravam a USA Gymnastics e a Universidade Estadual do Michigan.

A campeã olímpica Simone Biles é a vítima mais famosa. Depois de quebrar seu silêncio, ela disse que ficou "aliviada" por falar, depois de sentir "muita pressão" para manter a verdade dentro de si por tanto tempo.

McKayla Maroney, que ganhou o ouro nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, disse que foi abusada sexualmente por Nassar durante um período de sete anos, a partir de quando ela tinha 13 anos.

"Parecia que sempre e onde quer que esse homem pudesse encontrar uma chance, eu fui abusada", escreveu ela no Twitter em 2017.

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