Sidão: 'Agora, 100% bem, dá para brigar legal pela condição de titular'

Sidão não joga desde 5 de março, no triunfo por 4 a 1 sobre o Santo André (Rubens Chiri/São Paulo)

Catorze jogos depois, Sidão está de volta ao São Paulo. O goleiro, que se recuperou de uma lombalgia, já sabe que voltará na condição de reserva de Renan Ribeiro. Mas, livre das dores que limitavam vários de seus movimentos, o camisa 12 está convencido de que pode recuperar nos treinos o lugar que foi seu nas primeiras partidas do Tricolor na temporada. Abaixo, uma entrevista exclusiva com o goleiro de 34 anos, primeiro reforço indicado por Rogério Ceni para 2017.

BLOG: Você está completando quatro meses de São Paulo. Que balanço faz deste período?
SIDÃO: O começo foi espetacular, com direito ao título da Florida Cup e as defesas de pênaltis nas decisões contra o River Plate e o Corinthians (o goleiro, que foi reserva nos dois jogos, acabou como herói nas disputas por pênaltis após empates no tempo normal). Depois, com as dores, acabei caindo de rendimento.

Então dá para dizer a lombalgia atrapalhou seu desempenho?
Com certeza, porque as dores limitavam alguns dos movimentos que eu tinha que fazer. Até que chegou a semana do jogo contra o Novorizontino (em 25 de fevereiro) e decidimos que era melhor parar de treinar para descobrir o que estava acontecendo.

Você já havia sentido essas dores?
Sim, em 2013, quando eu estava no Audax. Mas, naquela época, não fiz exame e ninguém descobriu ao certo o que era. Desta vez, a recuperação até demorou um pouco mais de tempo porque não sabíamos como tratar no começo.

Dá para dizer que você retorna sem dor nenhuma?
Sim, sem dor nenhuma. Agora, 100% bem, dá para brigar legal pela condição de titular. Respeito muito o Renan, assim como o Denis e o Lucas Perri, mas não dá para se acomodar com a condição de reserva. Esperei tanto a chance de jogar em um time grande e quero aproveitá-la.

Como avalia o momento do Renan?
Ele aproveitou bem a oportunidade que teve, que coincidiu com um momento de evolução do time no aspecto defensivo. É mérito de todo mundo. Agora, até o jogo contra o Defensa y Justicia (em 11 de maio), quem não está jogando vai ter a oportunidade de mostrar que pode entrar no time.

Nos 14 jogos de ausência, você perdeu várias decisões, como contra Cruzeiro e Corinthians. Como é ter de ver esse tipo de partida de fora?
É ruim demais, porque eu queria estar dentro de campo ajudando meus companheiros. Torci demais, porque sei o quanto todo mundo trabalha aqui no São Paulo pelos resultados. Agora, é seguir cada vez mais forte.

O São Paulo vai brigar por algum título em 2017?
Esse é o objetivo. Como disse, houve uma melhora considerável no sistema defensivo e a gente confia na capacidade do Rogério Ceni e dos jogadores para fazer o São Paulo se tornar ainda mais competitivo. Ainda temos o Brasileirão e a Sul-Americana e nosso elenco quer muito.

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