Ligas Europeias se opõem a Mundial de Clubes renovado e Liga de Nações

EFE

Madri, 3 mai (EFE).- O conselho de administração das Ligas de Futebol Profissional Europeias (EPFL), reunido em São Petersburgo, manifestou oposição à proposta da Fifa de realizar um Mundial de Clubes remodelado e de uma nova Liga de Nações, no estilo da que começará a ser disputada na Europa.

O sueco Lars-Christer Olsson, presidente da EPFL, afirmou que o processo lembra "a forma como atuava a 'velha Fifa'", que acreditava ter ficado para trás.

"O que vemos é uma clara ausência de consulta e transparência, assim como uma manipulação proposital da estrutura de tomada de decisões por parte da Fifa ao apresentar estas propostas", disse Olsson.

As Ligas Europeias não estão preparadas para fazer nenhuma mudança ou concessões relacionadas com as suas competições nacionais no que diz respeito ao calendário, que já está sobrecarregado.

A entidade também expressou preocupação com a possível distribuição de recursos financeiros adicionais a um pequeno grupo de grandes clubes, o que poderia aumentar ainda mais a discrepância financeira e esportiva entre os clubes da Europa e prejudicar mais o equilíbrio competitivo nos torneios nacionais.

A EPFL pediu Fórum da Liga Mundial e a todas as partes interessadas do futebol europeu, em particular a Uefa, a Associação de Clubes (ECA) e o sindicato de jogadores (FIFPro) para que unam forças e adotem uma posição firme de olho na próxima reunião do Conselho Estratégico de Futebol Profissional, que será realizado em 16 de maio.

O objetivo é que se oponham firmemente e, de forma conjunta, ponham fim a esta iniciativa unilateral da Fifa e ao processo que carece de transparência e de uma consulta adequada com as partes interessadas.

Há algumas semanas, a Fifa decidiu criar um grupo de trabalho para estudar as futuras novas competições, uma versão renovada do Mundial de Clubes que ocorrerá a cada quatro anos e a fase final de uma Liga de Nações global.

A Fifa prepara um formato renovado do Mundial de Clubes para 2021. O torneio contará com 24 equipes e será disputado a cada quatro anos em apenas 18 dias, o que significaria uma redução das partidas e datas ocupadas no calendário internacional ao longo desses quatro anos. Este modelo é uma alternativa ao Mundial de Clubes atual, disputado anualmente, e à Copa das Confederações. EFE


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