Sette Câmara provoca Kalil, expõe racha político e abre disputa eleitoral no Atlético

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Sette Câmara chegou à presidência do Atlético com o apoio de Alexandre Kalil (Bruno Cantini/Atlético)
Sette Câmara chegou à presidência do Atlético com o apoio de Alexandre Kalil (Bruno Cantini/Atlético)

A possibilidade de o Atlético-MG ser punido pela Fifa pelo não pagamento de uma dívida com a Udinese era real, de acordo com o presidente Sérgio Sette Câmara. O Galo tinha até essa segunda-feira (27) para quitar o débito com a equipe italiana e escapar de uma punição esportiva, como a perda de pontos no Campeonato Brasileiro. A dívida foi paga e serviu para provocar Alexandre Kalil, presidente do Atlético entre 2008 e 2014. O atual prefeito de Belo Horizonte é oposição Sérgio Sette Câmara.

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O mandatário atleticano chegou ao poder conduzido pelo grupo encabeçado por Kalil, que estava no comando do Atlético desde o fim de 2008. Mas o cenário mudou completamente desde a eleição de dezembro de 2017, vencida por Sette Câmara. Ambos não estão mais do mesmo lado e, após um longo período de paz política, o Atlético caminha para uma eleição bastante acirrada para escolher o presidente do triênio 2021/2023.

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Como Alexandre Kalil se tornou opositor à sua gestão e é a principal ameaça no pleito que irá ocorrer em dezembro, Sette Câmara usou uma dívida deixada pelo antigo presidente para criar um clima de medo e tentar enfraquecer o grande adversário político. Atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil não vai concorrer à eleição no Atlético, mas articula junto de seus pares um nome para a disputa no fim do ano. Presidente do conselho deliberativo do Galo, Castellar Guimarães Filho é um dos possíveis candidatos.

“Tão ou mais importante que vitórias e títulos, está o respeito pelo futuro de uma instituição com 112 anos e mais de 9 milhões de torcedores apaixonados!’, postou Sette Câmara no Twitter, antes de informar que o débito com a Udinese estava quitado. Uma clara provocação a Alexandre Kalil, que teve conquistas importantes, mas deixou uma conta elevada para seus sucessores. Daniel Nepomuceno (2015/2017) teve problemas por isso, assim como acontece agora.

Além de Maicosuel, outras compras feitas por Kalil só foram pagas depois que ele deixou a presidência do clube. As dívidas com o Grêmio pelo goleiro Victor, com a própria Udinese pelo lateral Douglas Santos e com o Al-Gharafa, do Catar, pela contratação de Diego Tardelli são alguns exemplos.

O Atlético precisou pagar R$13.454.328,54 para a Udinese e recorreu a velhos parceiros. O presidente do Atlético fez questão de agradecer aos conselheiros Rubens Menin, Rafael Menin e Ricardo Guimarães, que também são patrocinadores e mecenas do clube. Além disso, são nomes importantes no cenário político atleticano e todos estão ao lado de Sette Câmara.

As diferenças entre Alexandre Kalill e Sérgio Sette Câmara começaram no fim de 2018, desavenças por causa da gestão do clube, mas aparentemente sem um motivo específico.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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