Sette Câmara "acena com paz" para Kalil, mas admite diferenças com o ex-presidente do Atlético-MG

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O presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, adotou um tom mais ameno nas polêmicas que vem ocorrendo com o ex-mandatário do clube e prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

Sette Câmara afirmou não estar em disputa com Kalil, mas admitiu que há diferenças entre os dois no estilo de gestão e outras questões.

-Em tempo de coronavírus, a gente vê que as pessoas ficam buscando algum assunto pra ter o que dizer. Eu não tenho absolutamente nenhum tipo de briga com o Alexandre Kalil. Tenho respeito por ele, é o prefeito da cidade, está passando por um momento difícil como gestor, como todos os governantes. Tem inúmeros problemas da cidade para cuidar. Temos diferenças em algumas questões, em modo de pensar. Ele tem todo o direito de pensar diferente de mim, como também eu dele. Isso não significa dizer que estejamos em pé de guerra, como foi colocado-disse em entrevista ao canal Fox Sports.




O clima estava mais “quente” entre Sette Câmara e Kalil nos últimos dias devido ao pagamento da dívida do clube pela compra meia Maicosuel junto à Udinese, da Itália, que custou mais de R$ 13 milhões aos cofres alvinegros. O débito só foi quitado com a ajuda dos parceiros, a Construtora MRV e o Banco BMG, que gerou trocas de declarações de ambos os lados via imprensa.

O jogador foi contratado durante a gestão de Alexandre Kalil, em 2014, mas o débito só foi pago depois que os italianos acionaram os mineiros em um processo na FIFA.

Sette Câmara reforçou o tom de “paz e amor” com Kalil na entrevista ao FOX Sports e destacou que a pendência com a Udinese só foi paga com a intervenção dos parceiros do clube.

-A única coisa que poderia se dizer que eu coloquei publicamente foi a questão do Maicosuel, que nossos fervorosos amigos atleticanos, apaixonados, Rubens Menin, Rafael Menin e o Ricardo Guimarães vieram nos socorrer em um momento desses, de Covid. Eu também sempre utilizei recursos do clube, eu também faria provavelmente algum tipo de operação de antecipação de receita de televisão, mas, durante a Covid-19, isso não foi possível. Não tínhamos futebol, não tínhamos nada. E, nesse caso, longe de ser caridade. Acho que eles foram apaixonados- disse Sette Câmara, para ems seguida reforçar a importância dos patrocinadores neste momento.

-Tenho absoluta certeza de que, se eles não tivessem comparecido, não teríamos como viabilizar esse pagamento, e o Atlético certamente teria sofrido uma punição. E eu realmente fiquei muito preocupado, chateado, porque não temos como fazer futebol mantendo uma situação dessa de coronavírus, com salários em dia, se toda hora aparece uma dívida do passado. Não estou dizendo especificamente que seja dele, mas a gente tem que tentar minimizar isso- concluiu.









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