Seriedade e comprometimento, as armas de Gustavo Scarpa, o "Chutavinho", para fazer história

Goal.com

Responsabilidade e pés no chão, essas são as palavras corretas para descrever Gustavo Scarpa. Com apenas 22 anos o meia se tornou a referência do Fluminense, um dos maiores clubes do Brasil, mesmo antes da saída do atacante Fred, que estava no Tricolor há dez anos e conquistou inúmeros títulos.

 

O jovem meia é sem dúvidas uma das grandes promessas do futebol brasileiro, entre os 30 pré-convocados para a disputa das Olímpiadas do Rio, Scarpa é extremamente técnico.  É o artilheiro do Fluminense na temporada com nove gols e o que mais dá assistências para finalizações na equipe.

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Quando o quisito é chute a gol, ninguém chuta mais vezes que ele no Campeonato Brasileiro. São 42 chutes a gol, não é atoa que ficou conhecido como Gutavinho nas divisões de base do clube carioca. Em entrevista exclusiva à  Chevrolet Brasil Global Tour a joia brasileira contou um pouco do início de sua carreira, falou sobre Seleção e demonstrou bastante amadurecimento e personalidade.

 


(Foto: Raísa Simplicio / Goal.com)

 

Início da carreira e chegada ao Fluminense:

 

"Meu pai era treinador em Campinas e eu comecei a acompanhar, e no clube enquanto ele treinava o time dele eu acabava jogando bola com os outros meninos. Foi aí que comecei a pegar gosto pelo futebol."

 

"Meu primeiro contato com o Fluminense foi em 2002, eu joguei contra a equipe de futsal, acho que era sub 9. Perdemos mas eu joguei muito bem, aí surgiu um contato mas eu era muito novo e acabou não rolando. Quando eu fiz 15 anos mais uma vez apareceu a oportunidade, mas também não deu certo. Depois da Copa São Paulo em 2012 quando joguei contra o Fluminense eles gostaram e eu acabei indo para Xérem."

 

Primeiros passos no Tricolor:

 

"A primeira semana foi assustudora eu lembro que no terceiro dia de treino estava muito calor, uma sensação de quase cinquenta graus e aí eu me assustei bastante mas depois fui acostumando, a distância da família eu já estava acostumado, entao foi mais tranquilo. "

 

 

"Recebi esse apelido (o de Chutavinho) dos meus "amigos" né? Porque desde o futsal eu gosto muito de chutar para o gol, não exito em fazer isso e aí rapidamente já pensaram nesse apelido, acabou pegando e eu acho até legal (risos)."

 

Ano especial e amadurecimento:

 

Das divisões de base ao profissional, 2016 tem sido um grande ano para o jogador que além de se firmar como titular foi o principal responsável pelo título da Primeira Liga, conquistado no primeiro semestre. Mas tudo isso é encarado com naturalidade.

 


(Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

 

"Tenho tentado encarar essa ascensão com a maior naturalidade possíve, a responsabilidade vem aumentando dentro do Fluminense e eu procuro com a ajuda do meu pai sempre manter os pés no chão, continuar trabalhando forte para que as coisas boas continuem acontecendo na minha carreira. Eu tenho um pai muito chato, isso me ajudou bastante, ele sempre me aconselhou a não se deslumnbrar com as coisas que o futebol oferece, isso me ajudou bastante."

 

Seleçaõ Brasileira: 

 


(Foto: Marlon Costa / CBF)

 

Em 2015, Gustavo Scarpa recebeu sua primeira convocação para a Seleção Olímpica, Em dois jogos, teve boa atuação e deu uma assitência na vitória por 5 a 1 sobre os Estados Unidos.

 

Mas quando o assunto é Seleção principal, Scarpa também se mostra um grande torcedor. Com brilho nos olhos o jogador recordou o duelo contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 2002 e revelou que depois disso começou a sonhar em disputar um mundial.

 


(Foto: Getty Images)

 

"A minha maior recordação com a Seleção Brasileira é a Copa de 2002, mas a maior mesmo foi o jogo entre Brasil e Inglaterra, se não me engano foi de madrugada. O jogo que o Ronaldinho fez um golaço de falta. Eu lembro muito bem da Seleção campeã. Desde 2002 eu comecei a sonhar em disputar uma Copa do Mundo. Sei da dificuldade que é mas eu acredito no meu trabalho e na minha dedicação. 

 

Fã de Ronaldinho Gaúcho:

 


(Foto: Getty Images)

 

"O meu maior ídolo no futebol é o Ronaldinho Gaúcho, quando criança eu peguei ele no auge do Barcelona, a Copa do Mundo de 2002. É um estilo diferente do meu mas foi o cara que mais me motivou a ser jogador de futebol.

 

Tite na Seleção:

 


(Foto: Vanderlei Almeida / Getty Images)

 

"A chegada do Tite foi merecida, é um treinador que já há algum tempo vem demostrando muito bem o seu trabalho, vem conquistando grandes títulos. Ele teve a oportunidade de ir antes mas por ser um cara inteligente acabou optando por esperar um pouco e a oportunidade apareceu novamente. Eu espero que dê tudo certo porque é um cara que falam muito bem dele."

 

Referência na Seleção atual:

 


(Foto: Ringo Chiu / Freelancer)

 

"Willian tem um estilo de jogo diferente do meu mas eu gosto muito do futebol dele, acho ele extremamente técnico e muito inteligente. Ele tem um futebol que me agrada bastante."

 

Nova geração:

 


(Foto: Lucas Uendel / Grêmio)

 

"Essa nova geração tem muitos bons jogadores, Gabriel Jesus, Gabigol, Jorge, Luan, é uma safra muito boa, uns são bem novos e já com grandes responsabilidades em seus clubes. Tenho certeza que essa geração pode dar muitas alegrias para o torcedor do seu clube e um dia o torcedor brasileiro também."

 

Consciente e centrado, Scarpa não se intimidou ao falar do futebol brasileiro e garantiu que o Brasil voltará a ser a maior potência do futebol mundial.

 

"Eu acredito que o Brasil ainda vai reencontrar o seu caminho, é nítido que o futebol mudou bastante. Acabou se tornando mais físico do que técnico, mas num futuro bem próximo o futebol brasileiro juntando a técnica e a força física voltará a ser a maior potencial do futebol mundial. Capacidade para isso nós temos".

 


(Foto: Getty Images)

 

Questionado sobre uma possível transferência para o futebol europeu, o jogador não colocou data mas afirmou que como a maioria dos jogadores sonha em disputar uma Liga dos Campeões.

 

"Como a maioria dos jogadores eu sonho em disputar uma Liga dos Campeões, não tem uma equipe em particular, mas qualquer grande europeu, seria um sonho disputar a Liga dos Campeões independente do clube."

 

 

 

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