Sérgio Noronha: uma testemunha ocular da história do esporte

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O último trabalho de Sérgio Noronha na TV foi em 2011 (Reprodução/TV Globo)
O último trabalho de Sérgio Noronha na TV foi em 2011 (Reprodução/TV Globo)

Sérgio Barros de Noronha nasceu no Rio de Janeiro ainda capital federal em 28 de dezembro de 1932 e testemunhou grandes acontecimentos do esporte no Brasil e no Mundo. O jornalista viu, como torcedor, a derrota do Brasil para o Uruguai na decisão da Copa do Mundo de 1950 e participou de diversas coberturas de Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.

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Sérgio Noronha começou no jornalismo como contínuo na redação da revista O Cruzeiro em 1954. No ano seguinte, o novo projeto gráfico da publicação exigia novos textos e Sérgio Noronha, então estudante de Letras, resolveu ajudar como redator. Logo estava trabalhando como redator auxiliar e abandonando o curso universitário para entrar em definitivo no jornalismo.

No impresso, Sergio Noronha também trabalhou no Jornal do Brasil, Diário Carioca, Correio da Manhã e Última Hora, além das revistas Senhor e TV Guia. Foi no Jornal do Brasil, a partir de 1970, que se consolidou no Esporte. Em 1974, chefiou a equipe do Jornal do Brasil na cobertura da Copa do Mundo de 1974, sediada e vencida pela Alemanha.

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O sucesso na TV e no rádio

Um ano após a Copa de 1974, Sérgio Noronha chegou à Rede Globo, onde trabalhou, entre saídas e retornos, até a primeira década do século XXI, sempre na equipe de Esportes. Em 1978, foi repórter e comentarista da TV na Copa de 1978, na Argentina. Repetiu a dose quatro anos depois, na Espanha, na Copa de 1982.

A partir da Copa do México, em 1986, Sérgio Noronha cobriu Copas do Mundo pelo rádio, primeiro pela Rádio Tupi e depois pela Rádio Globo nas Copas de 1990, na Itália, e de 1994, nos EUA. Em 1998, na França, também colaborou para o canal por assinatura SporTV.

De volta à TV Globo em 1999, Sérgio Noronha comentou as Copas da Coreia do Sul e Japão, em 2002, e Alemanha, em 2006. Sérgio Noronha também participou da cobertura dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, e do Pan do Rio, em 2007.

Apelido famoso, cochilo no ar e mal de Alzheimer

Sérgio Noronha foi apelidado de Seu Nonô pelo radialista Jorge Curi. Noronha não gostou e o apelido pegou, ganhando até vinheta no rádio. Fora dos estúdios, se recusava a ser tratado pelo apelido.

Na Copa de 2002, viveu o episódio mais inusitado da carreira: durante uma passagem ao vivo, foi flagrado dormindo no estúdio. Beirando os 70 anos de idade, foi traído pelo fuso horário do Japão.

Fora da TV desde 2011 após uma passagem pela Bandeirantes, Sérgio Noronha foi diagnosticado com Mal de Alzheimer em 2015 e vive desde 2019 no Retiro dos Artistas da Rede Globo.

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