Serena busca redenção no US Open e nova tentativa de recorde

DANIEL E. DE CASTRO
Folhapress
LONDRES, REINO UNIDO - 13.07.2019: Tenista americana Serena Williams durante partida pelo torneio de Wimbledon 2019. (Foto: Shaun Brooks/Action Plus/DiaEsportivo/Folhapress)
LONDRES, REINO UNIDO - 13.07.2019: Tenista americana Serena Williams durante partida pelo torneio de Wimbledon 2019. (Foto: Shaun Brooks/Action Plus/DiaEsportivo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O cenário vivido por Serena Williams, 37, no US Open 2019 remete à sua performance no mesmo torneio no ano passado, quando a tenista americana também fez uma campanha dominante até a decisão e se classificou para enfrentar uma jovem que ainda começava a aparecer para a maioria do público.

Neste sábado (7), às 17h (de Brasília), a vencedora de 23 títulos de Grand Slam entrará na quadra do estádio Arthur Ashe para enfrentar a canadense Bianca Andreescu, 19, que disputa apenas seu quarto torneio desse nível. ESPN e SporTV 3 transmitem.

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Como objetivo, além de conquistar o seu 24º troféu dos quatro principais campeonatos do tênis e igualar o recorde da australiana Margaret Court, está a redenção junto ao público de Nova York após o espetáculo negativo em que se transformou a final de 2018, contra a japonesa Naomi Osaka.

Naquele dia, Serena discutiu várias vezes com o árbitro português Carlos Ramos depois de ele ter dado uma advertência a ela por ter recebido orientações do seu técnico, Patrick Mouratoglou.

A discussão escalou, a tenista insinuou que o português teve uma atitude machista e exigiu que ele pedisse desculpas por ter duvidado da sua honestidade. Com a cabeça muito longe do que acontecia em quadra, ela perdeu qualquer chance de vitória diante de uma pouco experiente Osaka, então com 20 anos.

Na cerimônia de premiação, a japonesa, que chegou a ser vaiada por espectadores durante a partida, recebeu o troféu de maneira constrangida.

Desde que voltou às quadras após o nascimento de sua filha, em setembro de 2017, Serena disputou 7 torneios de Grand Slam e chegou a 4 finais. Além do revés em Nova York, ela perdeu duas decisões em Wimbledon: para a alemã Angelique Kerber, no ano passado, e contra a romena Simona Halep, há cerca de dois meses.

Atualmente oitava colocado do ranking mundial, a veterana chega ao jogo contra Andreescu (15º) com apenas um set perdido durante o torneio. Nas outras cinco partidas, cedeu uma média de menos de quatro games por jogo.

A canadense nem sequer era nascida quando Serena ganhou o 1º dos 23 títulos, em 1999. Após começar o ano fora do top 100, ela mostrou força principalmente nas quadras rápidas e teve uma rápida ascensão mesmo tendo ficado fora de ação por dois meses, com uma lesão no ombro.

Com seu repertório de jogo variado e potente, Andreescu venceu dois dos torneios mais importantes do circuito feminino nesta temporada, Indian Wells, em março, e Toronto, no mês passado, quando enfrentava justamente Serena na decisão. A americana sentiu uma lesão nas costas e abandonou a partida logo no início.

"Um ano atrás, se me dissessem que enfrentaria Serena Williams na final do US Open, eu não acreditaria. Estava fora do top 150 e é uma loucura pensar no que pode acontecer com alguém em apenas um ano", disse a canadense após derrotar a suíça Belinda Bencic na semifinal.

A americana, que bateu a ucraniana Elina Svitolina nessa fase, afirmou se sentir mais bem preparada para o torneio americano em comparação aos outros Slams do ano. Além do discurso, é exatamente isso que ela tem demonstrado em quadra.

O último desafio para triunfar no US Open pela primeira vez desde 2014 será superar o ímpeto de Andreescu. "Quando estou acuada é que mostro meu melhor tênis", afirmou a jovem.

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