Senadores dos EUA propõem incluir boicote à Olimpíada de Inverno de Pequim em projeto de lei

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Uniforme da delegação dos EUA para os Jogos de Inverno de Pequim

Por Michael Martina

WASHINGTON (Reuters) - Um grupo bipartidário de senadores norte-americanos propôs nesta terça-feira uma emenda a um projeto anual de política de defesa que poderia impor um boicote aos Jogos de Inverno da China de 2022, em meio a acusações de abusos de direitos humanos contra o governo de Pequim.

A emenda, proposta pelo republicano Mitt Romney, espelha a linguagem incluída em projetos abrangentes relacionados à China e aprovados no Senado dos EUA em junho, e proibiria o secretário de Estado de investir verbas federais para "apoiar ou facilitar" o comparecimento de funcionários do governo norte-americano nos Jogos.

Mas com as Olimpíadas de Inverno marcadas para o mês de fevereiro, o destino da medida está em um limbo. Com a preocupação com a agenda doméstica do presidente Joe Biden, o projeto aprovado no Senado está travado na Câmara dos Deputados.

A nova emenda, se aprovada, acrescenta uma provisão de boicote diplomático ao Ato de Autorização de Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês), um projeto de Defesa que o Congresso aprova todo ano desde 1961.

A emenda solicita o "fim dos abusos contínuos de direitos humanos do Partido Comunista Chinês, incluindo o genocído uighur", mas permite verbas para financiar atletas norte-americanas, assim como para os comitês norte-americanos olímpico e paralímpico e seus funcionários e colaboradores contratados.

Tal boicote "irá atingir o Partido Comunista Chinês, ao invés de punir atletas norte-americanos", disse Romney à Reuters em um comunicado.

(Reportagem adicional de Patricia Zengerle)

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