Sem transição ofensiva e com laterais em baixa, Fluminense se distancia de objetivo no Brasileirão

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Desde que assumiu o comando do Fluminense, Marcão tem promovido mudanças no esquema tático do time. No entanto, embora as alterações tenham dado certo nos primeiros jogos, a falta de criatividade no meio-campo e as laterais se tornaram o ponto fraco dos duelos. Há três partidas sem vencer e marcar gols, o Tricolor se vê cada vez mais distante do seu objetivo principal no Brasileirão: uma vaga na próxima Libertadores.

A derrota para o Corinthians, na última quarta-feira, apresentou as mesmas dificuldades que as últimas duas rodadas. O modelo de três volantes, que até pouco tempo conseguiam dar conta da transição ofensiva, não tem oferecido a mesma dinâmica ao grupo. Yago Felipe, antes pilar do setor, fez atuação regular na Neo Química Arena, mas abaixo da expectativa. Nonato, que entrou no lugar de Martinelli, não conseguiu segurar o ritmo inicial e também deu espaço ao adversário.

Nas laterais, também houve mudança. Desde o jogo contra o Bahia, Marcão vinha alternando entre Egídio e Danilo Barcelos, que pegou a vaga do antigo titular na esquerda. O desempenho, contudo, não apresenta justificativa para a mudança: contra o Corinthians, a falha do jogador custou o resultado para o Fluminense, assim como o pênalti cometido na eliminação da Copa do Brasil. Na partida contra o Cuiabá, o lateral chegou a ser substituído por Marlon, que não retornou aos gramados desde então.

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Pela direita, Calegari atuou em duas rodadas e contrariou as expectativas ao apresentar um futebol semelhante ao da temporada passada, em que foi destaque do grupo. No entanto, Samuel Xavier retornou ao time principal e segue falhando na marcação e na função defensiva.

A situação no setor ofensivo não é diferente das demais. Ainda que a lesão de Fred tenha sido um imprevisto de última hora para o Flu, o ataque vem sofrendo para criar oportunidades, muito devido à ausência de um meia criativo.

Na última partida, a entrada de Cazares mostrou que o setor tem potencial para ser mais agressivo se puder contar com um jogador de transição. Além da dificuldade para levar perigo, o elenco também tem desperdiçado cada vez mais finalizações. Atento a isso, Marcão pontuou que é um dos pontos a serem trabalhados nos dias que seguirão.

- É continuar trabalhando. De certo modo, a gente vem criando, hoje criamos mais do que o Corinthians, que fez um único chute a gol e foi feliz. Sobre a nossa equipe, é trabalhar essa última situação. Tivemos oportunidades na semana passada e hoje, e o segredo é continuar trabalhando - disse o técnico em coletiva, após a derrota para o Corinthians.

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Ainda que erros individuais sobressaiam nos resultados desfavoráveis, o panorama revela que é preciso seguir modificando a equipe para que o Fluminense reencontre sua forma de jogar. Para isso, a comissão técnica pode contar com nomes importantes, como Jhon Arias, que fez boas atuações quando titular, e John Kennedy, jovem da base que vinha em uma crescente antes de se afastar devido à Covid-19.

O Tricolor ainda se lembra dos sete jogos de invencibilidade após uma sequência de cinco derrotas. Porém, se o Fluminense pretende ir para a Libertadores no próximo ano, mudar a forma de jogar com apenas 12 jogos pela frente se tornou o desafio principal para que o clube possa voltar a sonhar com a classificação.

*Estagiária sob a supervisão de Hugo Mirandela

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