Sem torneios de base, executivos falam em prejuízo: ‘Maior ativo’


Com a pausa no futebol brasileiro devido à pandemia do novo coronavírus, as competições estaduais e nacionais de base, que estavam prestes a serem iniciadas, também foram deixadas de lado. No entanto, nos últimos dias, há uma discussão em todo da realização das mesmas. A tendência é que não haja campeonatos de base em 2020. Executivos de futebol da Associação Brasileira de Executivos, a ABEX, lamentam a possibilidade.

Segundo Maurício Trombetta, que recentemente deixou o Londrina, o prejuízo para os clubes pode ser grande. Ele, inclusive, traçou um paralelo com a falta de recursos para a contratação de jogadores.

- O grande ativo das equipes de futebol são seus atletas de base. A falta de competições neste ano afetaria muito o desenvolvimento dos jogadores, deixando uma lacuna para evolução dos mesmos. Esse prejuízo no desenvolvimento desses atletas, pode acarretar em imensurável perda de talentos e atrapalhar todo o processo de transição entre as categorias - disse Maurício, que completou:



- Através de suas categorias de base os clubes acharão seus principais reforços ou a grande sustentação para a montagem de seu elenco para próximas temporadas , tendo em vista que os grandes reforços das principais equipes do país, nas últimas temporadas demorará acontecer devido a crise financeira.
Julio Soster, ex-Grêmio e Internacional, endossou o coro de Maurício. Segundo ele, a formação dos jogadores seria muito prejudicada sem as competições.

- A ausência das competições a nível nacional vai trazer muitos problemas para os clubes, principalmente para os clubes formadores. Nessas competições que esses jogadores amadurecem. É um processo de aprendizagem em competições a nível nacional. E tem toda a rotina do profissional, com viagens, concentração… Além do intercâmbio com outros clubes, escolas diferentes. Então isso é muito importante, principalmente do juvenil para cima. Acredito que tenha sido um grande ganho quando a CBF implantou essas competições disse Julio, antes de completar:

- Muitos jogadores têm contratos de três, quatro de repente cinco anos e faz parte desse processo de aprendizagem essas competições. A ausência vai trazer uma lacuna na formação dos atletas. Se um jogador tem contrato de 3 anos e só joga uma competição a nível estadual sem a mesma competitividade do nível nacional. Essa perda pode ocorrer de uma maneira muito forte e atrapalhar o processo dele de desenvolvimento, crescimento.





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