Sem shows, artistas não doam cachês e hospital entra em crise

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Dupla Edson & Hudson fez live recente em que pediu doações ao hospital
Dupla Edson & Hudson fez live recente em que pediu doações ao hospital

Uma das instituições de saúde mais conhecidas do Estado de São Paulo passa por dificuldades e o problema maior é a falta de shows. Sempre com assistência de cantores sertanejos, que doam seus cachês ou arrecadam para a entidade, o Hospital de Amor, em Barretos, antigo Hospital do Câncer, que existe há 58 anos, está em crise.

"O que está acontecendo, quanto ao prejuízo que o hospital está tendo, é imenso. No mínimo, estamos perdendo de R$ 11 milhões a R$ 13 milhões de arrecadação por mês, que ajudavam a cobrir esse déficit que temos de R$ 25 milhões só no custeio", declara Henrique Prata, presidente do Hospital de Amor.

Para tentar diminuir o impacto de tal situação, a administração do hospital intensificou a campanha de doações, que podem ser feitas pelo site hospitaldeamor.com.br.

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"Até agora, nasceu no coração de cada artista a maneira de ajudar. Começou com Fernando & Sorocaba, Chitãozinho & Xororó, Leonardo, Zezé Di Camargo. O amor de todos é muito grande pelo hospital", diz Henrique.

Em época de lives, alguns artistas já estão contribuindo como podem. A dupla Edson & Hudson, por exemplo, anunciou que promoveria a arrecadação para o hospital em seu show virtual da última sexta-feira (24). 

Prata é questionado se não seria interessante a criação de um festival online para arrecadar contribuições para o hospital. 

"Sei que César Menotti vai fazer {uma contribuição}, Luan Santana também. Não procuramos ninguém, mas fomos lembrados por vários. Isso que é importante: está no coração deles a vontade de ajudar. Se vai acontecer algo maior depende de quanto tempo vai durar essa história.".

O presidente da entidade questiona a forma como está sendo feito o isolamento social no Estado de São Paulo, que teve a quarentena ampliada até o dia 10 de maio pelo governador João Dória.

"Eu acho que se agora no começo de maio não houver uma abertura, as coisas vão se agravar muito mais. Vamos chegar na questão de pessoas terem o problema de passar fome", fala Prata.

"Proibir gente que tem idade e saúde boa de trabalhar está errado. Tem que dar atenção às pessoas que precisam de cuidados, como preconizado pela Anvisa, pelo Ministério da Saúde. Os outros, não. Todos têm que trabalhar. Já passou do tempo", continua.

"Vim agora de cinco cidades do Mato Grosso que não têm nenhum caso. Então por que fechar o comércio? Agora, o que for determinado pela Anvisa sobre pessoas que precisam de cuidados, isso sim precisa ser respeitado. O resto, cada um está inventando a sua. É todo mundo se aproveitando desse momento para fazer o que quer", vai adiante o presidente do Hospital de Amor.

"Vou fazer uma aposta: quando eu assumi a Santa Casa, morriam 200 pessoas a menos por ano. Com o coronavírus, aqui em Barretos, não vamos nem chegar a esse número [P.S.: a cidade registrava apenas 3 mortes pelo covid-19, até o dia 28/4]. É muita coisa acontecendo que está passando do limite com o sensacionalismo em torno dessa doença. A sociedade vai estourar, Se demorar muito mais que uns dias de maio, vai pegar fogo. Ninguém aguenta mais ficar sem trabalhar", conclui.

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