Sem preconceitos: Balé é exercício para todas as idades e tipos de corpos

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Full length portrait of graceful obese woman stretching legs in ballet class by window, copy space
Balé é exercício para todas as idades e tipos de corpos. Foto: Getty Images

Nas últimas semanas, vídeos do cantor Leo Jaime viralizaram nas redes sociais: ele aparecia durante suas aulas de balé, praticando as posições e saltos que não estamos acostumados a ver num homem como ele, acima do peso e com 60 anos. Leo Jaime é a prova de que qualquer pessoa pode fazer balé, e a dança pode trazer diversos benefícios ao corpo e à mente.

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Priscila Monsano é diretora do Ballet Maior, escola de São Paulo que oferece aulas de dança para todas as faixas etárias. Segundo ela, nos últimos anos tem crescido o número de pessoas adultas e idosas que começam a fazer balé.

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Realmente existia esse estigma de que balé só poderia ser estudado por crianças, e a aceitação era muito maior para meninas, que tinham também que ter o físico correto, serem magras, longilíneas. Mas esse conceito caiu. Hoje a gente sabe que é possível, independente do biotipo, do gênero, da idade, estudar balé e vivenciar essa arte. Hoje a maior parte das escolas têm olhar diferente, aceitação diferente, e existe a possibilidade de estudar balé independentemente da idade, do peso, de ser homem ou mulher. Tem uma abertura muito maior, o balé consegue abranger a todos”, diz ela.

Segundo a especialista, mesmo quem já não é mais criança pode aprender as técnicas de balé e se desenvolver bem na dança. Os adultos e idosos só precisam de mais tempo para assimilarem e aprimorarem seus movimentos e dançarem com leveza e naturalidade.

Há, no entanto, diferentes aulas para diferentes faixas etárias. Para jovens e adultos sem comorbidades, Priscila dá aulas de balé clássico mesmo, desde os passos básicos até técnicas que exigem mais desenvolvimento. Já para idosos e pessoas que já têm algumas limitações corporais, há aulas adaptadas para suas necessidades especiais.

“A gente lida com um corpo que já tem uma calcificação articular, tem rigidez, muitas vezes casos de artrose, que são comuns e naturais. Então temos uma prática um pouco diferente. É uma aula de balé com método desenvolvido com alguns movimentos redesenhados, pra ter o mínimo de impacto possível. Os movimentos do balé são utilizados para fins na saúde, como alongamento muscular, força muscular, treino de equilíbrio, memorização. A gente começa com movimentos na barra e depois faz movimentos no centro [do salão], como uma aula tradicional de balé. mas com movimentos redesenhados para respeitar os limites dos corpos, sem grandes amplitudes, sem movimentos de saltos grandes. É um método seguro para ser executado por todas as idades e biotipos sem prejuízos para a saúde”, explica.

Priscila diz que tem alunos de até 85 anos, e, além dos benefícios já citados, o balé pode proporcionar realinhamento de postura, gasto calórico e liberação dos hormônios do prazer, como serotonina e endorfina.

Segundo ela, não há contra-indicação prévia para prática de balé, mas pessoas que já têm algumas condições (como hérnia de disco, problemas crônicos de joelho e problemas cardíacos) devem passar por avaliações prévias e, se possível, investirem em práticas mais suaves da dança. “Balé é atividade física muito completa, que pode e deve ser vivenciada por todos, pois melhora a qualidade de vida”, promete a profissional.

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