Sem patrocinador, Corinthians muda de roupa, cobre placas e faz anúncio

Gabriel Carneiro

Às pressas, o Corinthians tirou das placas de publicidade, propriedades do CT Joaquim Grava e uniformes de treino e jogo qualquer menção à Caixa Econômica Federal, patrocinador do clube desde 2012, e que encerrou o contrato na última quinta-feira, ainda sem renovação. Nesta sexta, primeiro dia de treinamento aberto à imprensa após o fim do vínculo com a instituição financeira, os jogadores treinaram com camisas "improvisadas": um adesivo do programa de sócios Fiel Torcedor ocupou o espaço anteriormente destinado à Caixa, no peito do uniforme. Ainda não há previsão se isso ocorrerá novamente na partida deste domingo, contra o São Paulo, pelas semifinais do Campeonato Paulista.

Durante o treinamento, os jogadores tiveram que mudar de camisa em determinado momento, porque não há coletes sem o logotipo da Caixa. Além disso, as placas de publicidade ao redor do campo antes ocupadas pela marca estavam cobertas com panos cinzas ou pretos. Na sala de entrevistas coletivas, a Caixa também não apareceu na tela que fica atrás do entrevistado, também chamada de backdrop.

Corinthians e Caixa travam uma longa negociação pela renovação do contrato de patrocínio, assim como ocorreu em 2016. Há divergências de valores e tempo do vínculo entre as partes envolvidas - ano passado, a Caixa pagou R$ 30 milhões por um ano no espaço master da camisa do Timão. Desta vez, porém, a empresa deseja um contrato mais curto. As conversas não avançaram nos últimos dias, o que faz o Corinthians já buscar parceiros alternativos.

Hoje, patrocinam a camisa do Timão a Minds, que ocupa as mangas da camisa; a Alcatel, nas costas; e a Foxlux, que estampa sua marca na barra traseira.





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