Sem Neymar, Casemiro tira seleção do sufoco e faz o gol da vitória sobre a Suíça

DOHA,  QATAR - 28.11.2022 - Copa do Mundo FIFA Qatar 2022 - Brasil vs Suiça - Jogadores do Brasil comemoram o gol de Casemiro, durante a partida entre Brasil e Suíça, pela 2ª rodada do Grupo G da Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, no Estádio 974 nesta segunda-feira 28. (Foto: Fabio Ferrari/LaPresse/DiaEsportivo/Folhapress)
DOHA, QATAR - 28.11.2022 - Copa do Mundo FIFA Qatar 2022 - Brasil vs Suiça - Jogadores do Brasil comemoram o gol de Casemiro, durante a partida entre Brasil e Suíça, pela 2ª rodada do Grupo G da Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, no Estádio 974 nesta segunda-feira 28. (Foto: Fabio Ferrari/LaPresse/DiaEsportivo/Folhapress)

DOHA, QATAR (FOLHAPRESS) - Para aproveitar o aumento do número de convocados, Tite encheu a seleção brasileira de atacantes. Foram chamados nove para a Copa do Mundo. Mas quando a situação apertou de verdade no Qatar, foi o volante defensivo Casemiro, 30, quem resolveu.

Ele acertou chute cruzado, de dentro da área, como se fosse um camisa 9, aos 37 do 2º tempo. Foi o lance que classificou o Brasil de forma antecipada para as oitavas de final da Copa do Mundo e decretou o 1 a 0 sobre a Suíça, nesta segunda-feira (28), no estádio 974, em Doha.

Com seis pontos, a equipe só precisa do empate contra Camarões na próxima sexta-feira (2), para terminar na primeira posição do Grupo G.

Foi apenas o sexto gol de Casemiro em 67 jogos com a camisa amarela. E o mais importante.

A equipe viveu quatro dias com a lembrança que, pelos números, não é mais tão dependente de Neymar quanto antes. Tite teria as peças ofensivas para suprir a ausência de um dos jogadores do mundo. Mas diante do bem armado sistema defensivo do adversário e sem seu camisa 10, o Brasil sofreu.

Neymar sequer veio com a delegação para o estádio. Ficou no hotel onde a delegação está hospedada. Ele se recupera de lesão no ligamento do tornozelo direito. A previsão inicial era que ele voltaria apenas nas oitavas de final. Com a qualificação assegurada antes da última rodada, fica mais sossegado esperar pelo seu retorno.

O resultado serve de vingança da Copa de 2018, na Rússia, quando a mesma Suíça parou o Brasil na estreia e ficou no empate em 1 a 1. Vitória contra Camarões representaria o primeiro Mundial, desde 2006, em que a equipe termina a fase de grupos com 100% de aproveitamento.

O Brasil teve ainda mais dificuldades nos primeiros 45 minutos do que as que enfrentou na primeira rodada, diante da Sérvia, quando também não marcou, mas venceu por 2 a 0 com gols no segundo tempo.

Diante de um rival fechado, com dez jogadores atrás a linha da bola, não achava espaço. A melhor chance aconteceu em lançamento pelo alto que Vinicius Junior completou para o gol, mas Sommer defendeu.

Se Raphinha havia sido ineficiente no primeiro tempo da estreia, Vinicius havia sido uma válvula de escape, levando vantagem sobre a marcação. Contra a Suíça, ambos foram igualmente bem marcados.

Parte da etapa inicial foi gasta com os meias brasileiros rodando a bola de um lado para o outro, à espera da chance de um passe mais incisivo. Foi quando ficou clara o peso que tem a ausência de Neymar. Sem o atacante, lesionado, a seleção se torna mais previsível e o adversário pode se concentrar mais em anular as jogadas pelas pontas.

A estratégia da Suíça se resumiu a tentar achar uma saída em velocidade e encontrar Embolo na frente. O atacante nascido em Camarões, autor do gol da vitória no primeiro jogo e contra seu país natal, é capaz de prender a marcação, é forte e sabe fazer o pivô. Mas não teve oportunidade para colocar isso em prática.

Cansado do que viu em campo, Tite mandou Rodrygo aquecer um minuto antes do intervalo. A aposta mais esperada era a saída de Fred. Mas o escolhido foi Lucas Paquetá, justamente quem deveria fazer a função de Neymar em campo. Depois entrou Bruno Guimarães para dar ainda mais força ofensiva.

Tudo parecia que se resolveria aos 18 com um belo gol de Vinicius Junior, mas o VAR anulou por causa de impedimento de Fred.

Com o passar do tempo, a Suíça chegou a até achar espaços para contra-atacar. Ameaçou com inversões de bola, especialmente para o lateral Widmer. O empate começou aparecer uma realidade que incomodaria bastante Tite. Ele sabe que veria o fantasma da necessidade de ter Neymar contra Camarões atormentá-lo.

Alguém teria de aparecer para salvar a seleção. Casemiro, um meia que se tornou primeiro volante no Real Madrid, não parece avesso a mudanças. Saiu da zona de conforto da capital espanhola para defender uma equipe em transição na Inglaterra, o Manchester United. Acho ser um clube que precisava mais dele.

Como o Brasil necessitou nesta sexta-feira. Ele apareceu com um arremate que deixaria Neymar orgulhoso para tirar a seleção do sufoco em Doha.

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BRASIL

Alisson, Militão, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro (Alex Telles); Casemiro, Fred (Bruno Guimarães) e Lucas Paquetá (Rodrygo); Raphinha (Antony), Vini Jr e Richarlison (Gabriel Jesus). T.: Tite

SUÍÇA

Sommer; Widmer (Frei), Schar, Akanji e Rodriguez; Freuler, Xhaka; Rieder (Steffen), Sow (Aebischer) e Vargas (Edimilson Fernandes); Embolo (Seferovic). T.: Murat Yakin

Estádio: 974, em Doha (Qatar)

Quando: Às 13h (de Brasília) desta segunda-feira (28)

Árbitro: Ivan Barton (El Salvador)

Assistentes: David Moran e Zachari Zeegelaar (Suriname)

VAR: Drew Fischer (Canadá)

Público: 43.649

Gols: Casemiro, aos 37 minutos do 2T (Brasil)

Cartões amarelos: Fred (Brasil) e Rieder (Suíça)