Sem Morato no clássico, trio concorre a uma vaga no ataque do São Paulo

Alexandre Guariglia

A atuação do São Paulo contra o Cruzeiro, na última quarta-feira, talvez tenha sido a melhor do time sob o comando de Rogério Ceni. Apesar da eliminação na Copa do Brasil, a impressão que ficou acabou motivando a torcida a acreditar na virada em cima do Corinthians, neste domingo, às 16h, pela partida de volta da semifinal do Paulistão.

Apesar de dizer que o duelo do último domingo já é passado, Wesley vê a apresentação em Minas Gerais como estímulo para o clássico e espera as escolhas de seu treinador.

- Serviu como lição, mas a gente já virou a chave e acho que a gente tem totais condições de ir lá e reverter, independentemente do que aconteceu no jogo passado. Lógico, é um estímulo a mais, jogar contra o Cruzeiro não é fácil, ainda mais no Mineirão, mas a gente vai em busca, vamos ver o que o Rogério vai fazer - afirmou o meio-campista.

E Rogério Ceni terá mesmo muito o que fazer, já que não poderá repetir a equipe que venceu a Raposa por 2 a 1, no Mineirão. Isso porque Morato, um dos principais destaques do triunfo e a surpresa do treinador para o confronto em solo mineiro, não estará em campo. Recém-contratado pelo clube, ele disputou o Paulistão pelo Ituano e não pode ser inscrito por outra agremiação.

A vaga no ataque, que vinha sendo de Wellington Nem, submetido a artroscopia no joelho esquerdo na última quinta-feira, terá forte concorrência e deve estar tirando noites de sono de Ceni para tentar definir quem irá ficar com o lugar de Morato.

Três candidatos aparecem com mais chances de ocupar a vaga: Luiz Araújo, Thomaz e Gilberto. Três jogadores com estilos bastante distintos um do outro, mais um motivo para aumentar a indefinição do treinador.

Luiz Araújo é o que mais se aproxima das características apresentadas por Morato. Rápido, tem a qualidade do drible em velocidade e lidera as estatísticas de assistência da equipe no estadual. A diferença seria no posicionamento, já que Araújo costuma jogar mais aberto.

Thomaz entrou bem no lugar de Cueva contra o Cruzeiro. Tem o drible curto e características que se assemelham às de um meia, mas é menos vertical do que os concorrentes. Por isso jogaria mais próximo de Lucas Pratto, tirando um pouco da velocidade do time.

Já Gilberto vive grande fase e pede passagem no time titular com a credencial de artilheiro da temporada com 11 gols marcados, o último deles o da vitória sobre o Cruzeiro na última quarta-feira. Pesa contra ele o fato de Rogério Ceni não apreciar um esquema com dois jogadores de área e dificilmente Lucas Pratto seria preterido.

Aparecem também como opção, mas com menor probabilidade o argentino Chavez, que voltou a treinar com bola na última quinta-feira após se recuperar de lesão, e Neilton, que já teve oportunidades, mas ainda não convenceu.

Outras posições como a lateral direita e o meio-campo sofrerão mudanças, mas não devem trazer grandes surpresas. Sem Bruno, que não está inscrito, e sem Buffarini e Araruna, machucados, Ceni deve optar por Wesley na ala direita, assim como fez no Mineirão.

Já no meio Thiago Mendes, que estava suspenso na Copa do Brasil, volta e deve entrar no lugar de João Schmidt, sendo que Jucilei fica na posição de primeiro volante.

Não é à toa que a definição do ataque será vista com cuidado. Se quiser passar para a final, o São Paulo precisa marcar no mínimo dois gols para levar para os pênaltis ou mais de três tentos para conseguir a vaga no tempo normal.























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