Sem Leo, sem vaga na Copa? A 'Messidependência' da Argentina

"Não creio que a Argentina seja Messidependente". A frase de Edgardo Bauza na coletiva de imprensa após o triunfo sobre o Chile contradiz a realidade. E não só pela carência evidente de ideias que mostra sua equipe quando o camisa dez não está em campo, mas também pelo que mostram as estatísticas.

É que, desde a sua estreia pela Albiceleste, há quase 12 anos, a presença da melhor canhota do planeta sempre mudou o panorama da Seleção. Algo que ficou mais latente nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

A Argentina com e sem Messi

Com La Pulga em campo, a Argentina teve um aproveitamento quase perfeito. Ganhou cinco de seis partidas - só caiu diante do Brasil, como visitante -, alcançando 83% de rendimento dos pontos em jogo (15 em 18 possíveis). São cinco triunfos e um revés. A estrela do Barcelona marcou quatro gols e deu assistências para outros dois.

Por outro lado, sem o seu protagonista, a Seleção Argentina sofreu demais - e sentiu muita saudade. O time conseguiu apenas 29% dos pontos (7 em 24 possíveis). Só houve uma vitória, diante da Colômbia (em Barranquilla), quatro empates e três derrotas. O time fez seis gols e sofreu dez.

Projetando esses números sobre as quatro rodadas que restam nas Eliminatórias Sul-Americanas e seguindo a lógica matemática, a ausência de Leo nos próximos quatro jogos devido à sanção imposta pela Fifa pode colocar em perigo a classificação direta para a Copa do Mundo. Por que? Se os comandados de Patón somarem só 29% do que resta, chegaram a 25 ou 26 pontos, número que asseguraria um lugar na repescagem, mas seria insuficiente para chegar ao Mundial de forma direta, já que a média história é de 28 pontos.

Embora Edgardo Bauza não reconheça, a Messidependência da Argentina é uma realidade.