Sem escalação fixa e com três pilares. Como Sampaoli pensa o Atlético para o Brasileiro

Victor Martins
·4 minuto de leitura
Sampaoli já tem definido o que espera do Atlético para o Brasileirão (Fernando Moreno/AGIF)
Sampaoli já tem definido o que espera do Atlético para o Brasileirão (Fernando Moreno/AGIF)

Já são quatro meses de Jorge Sampaoli como técnico do Atlético-MG. Porém, com a pandemia causada pelo novo coronavírus, o treinador comandou a equipe em apenas uma oportunidade, no triunfo por 3 a 1 sobre o Villa Nova. Jogo pela 9ª rodada do Campeonato Mineiro que apenas aumentou a expectativa do atleticano em relação ao time treinado pelo argentino. Com as saídas de jogadores criticados pelos torcedores e a chegada de reforços, a vontade de ver a equipe em ação ficou maior entre os alvinegros. Nesta quarta-feira, diante do América-MG, em jogo-treino na Cidade do Galo, o atleticano espera ter um gostinho do que virá pela frente.

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Uma pergunta comum entre torcedores e muito debatida em programas esportivos é sobre a escalação do Atlético. Qual será o time titular? A resposta é até fácil, considerando do histórico de Jorge Sampaoli e também os últimos dois meses de trabalho na Cidade do Galo, desde o retorno das atividades. Não existe uma escalação fixa. É assim que o treinador tem trabalhado quase que diariamente. Formações alteradas a todo o tempo e muitos testes, afinal o que não faltou para o Galo nas últimas semanas foi oportunidade de treinar, de experimentar algumas situações.

Os treinos na Cidade do Galo são fechados, são poucas as informações que vazam sobre as atividades comandadas pelo argentino, que tem encantado de uma forma geral. Desde os jogadores até os dirigentes alvinegros. Especificamente sobre o time, Sampaoli conversa com poucas pessoas. E foi com alguns desses interlocutores que o Blog apurou detalhes de como o treinador pensa a equipe para a disputa do Brasileirão.

A utilização do meia Nathan como centroavante, especificamente com um falso 9 (deixa a grande área para buscar o jogo e abre espaço para a chegada dos companheiros), foi algo testado por Jorge Sampaoli. Aliás, a versatilidade do jogador e sua capacidade técnica fizeram com que o clube desembolsasse cerca de R$ 18 milhões para a aquisição definitiva do atleta, que pertencia ao Chelsea, da Inglaterra. Operação que só foi possível graças ao suporte de Rubens Menin, conselheiro, patrocinador e, agora, mecenas do Atlético.

Com um calendário mais apertado em comparação com os anos anteriores, o futebol brasileiro vai passar por uma verdadeira maratona de jogos. Até mesmo para o Atlético, que apesar de eliminado precocemente das Copas do Brasil e Sul-Americana, deve ter apenas um meio de semana livre sem jogos entre o fim de julho e o final de outubro, caso avance até a final do Campeonato Mineiro.

Com tantas partidas em sequência e a possibilidade de fazer até cinco substituições a cada partida, Sampaoli vai usar e muito tudo que o elenco alvinegro oferece. Todos vão ter oportunidade de jogar mais do que seria em uma temporada normal. Embora o treinador pense o Atlético sem uma escalação fixa, alterando o time de acordo com o desgaste dos atletas e também do adversário da vez, não significa que o treinador não tenha uma escalação ideal.

Sim, ele tem. Mas é um time que ainda nem sequer treinou junto, afinal de contas os reforços chegaram em momentos diferentes. Sampaoli enxerga três jogadores como fundamentais para fazer a equipe funcionar como espera. O zagueiro Alonso e os meio-campistas Allan e Alan Franco, sendo que esse último nem sequer treinou com os novos companheiros ainda.

Dos três citados, um já estava na Cidade do Galo antes da chegada de Sampaoli. A qualidade no passe e a visão de jogo de Allan são classificadas como imprescindíveis pelo argentino, que monta equipes ofensivas em que a construção de jogadas começa com os defensores e até com o goleiro.

A capacidade técnica, o poder de marcação, a força no jogo aéreo, a qualidade no lançamento e o período sob o comando de Marcelo Bielsa tornam o zagueiro Junior Alonso outra peça-chave para o Atlético de Sampaoli. O argentino enxerga no atleta comprado junto ao Lille, da França, o xerife que faltava para a defesa atleticana.

Alan Franco completa a lista dos pilares do treinador. O equatoriano nem sequer treinou com o elenco alvinegro ainda, pois chegou a Belo Horizonte somente na última sexta-feira (10). Porém, o atleta revelado pelo Independiente del Valle foi mais um pedido do técnico atleticano, que enxerga em Franco um meio-campista completo, capaz de ajudar na marcação e ser muito importante no suporte ofensivo. A expectativa de Sampaoli é para que Alan Franco tenha o desempenho que o fez ser apontado como uma das prioridades entre os reforços.

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