Sem 'Dinizismo': Fluminense de Fernando Diniz tem menos posse, passes e finalizações, mas é mais eficiente

Até aqui, Fernando Diniz fez de seu nome como treinador sinônimo de um futebol que tenta ser vistoso. Algumas características como valorização da posse e a construção das jogadas por meio de passes curtos começando pelo goleiro são esperadas pelas torcidas dos times comandados por ele. Mas, no Fluminense atual, os torcedores dizem não ver a equipe colocar em prática o já famoso “Dinizismo”, nome dado ao estilo de jogo do técnico. Estaria o time tricolor quebrando um paradigma?

Não é apenas impressão. Com Diniz, o Fluminense tem menos a bola, troca menos passes e finaliza menos. Praticamente sem tempo para treinos, os traços mais marcantes do futebol pregado por ele ainda não são vistos com tanta força.

Das seis partidas disputadas até aqui, em duas a equipe teve posse de bola menor do que o adversário (contra Fortaleza e Palmeiras). Já nas seis anteriores à sua chegada, apenas uma vez isso ocorreu (diante do Coritiba). Os dados são do site de estatísticas Footstats.

Para um treinador que prioriza tanto a aproximação dos jogadores e a construção de pé em pé, a queda na quantidade de passes trocados chama mais a atenção. Foi de uma média de 413 por jogo nos seis últimos compromissos antes da estreia do atual técnico para a marca de 369 por partida desde que ele assumiu.

Na frente, o Fluminense passou a finalizar menos com Fernando Diniz. A média nos seis duelos anteriores a sua chegada foi de dez por jogo. Com ele, é de 8,16. Por outro lado, a eficiência é maior.

Desde a estreia do treinador, contra o Junior Barraquilla, os tricolores marcaram oito gols, o que dá uma média de um a cada seis finalizações. Nos seis compromissos anteriores, ela era de um a cada dez conclusões.

Defensivamente, o Fluminense também tem se mostrado mais sólido até aqui. Foi vazado apenas três vezes. Bem menos que os nove do período de seis jogos antes de Diniz. Uma redução de dois terços nos gols sofridos que ajuda a explicar a melhora nos resultados: o aproveitamento é de 77,7% contra 38,8%.

O dado que mais lembra o “Dinizismo” é o de cruzamentos. Eles caíram de 22 tentativas por jogo para 12,83, o que condiz com a tradição dos times de Fernando Diniz centralizarem suas jogadas.

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