Seleções querem usar braçadeiras LGBTQIA+, mas temem punições da Fifa

Braçadeiras serão usadas como forma de protesto contra repressão à população LGBTQIA+ no CatarFoto: Andre Pain/AFP via Getty Images)
Braçadeiras serão usadas como forma de protesto contra repressão à população LGBTQIA+ no CatarFoto: Andre Pain/AFP via Getty Images)

As braçadeiras de apoio à causa LGBTQIA+, chamadas One Love (um amor) são, agora, um dos temas latentes de discussão nesta Copa do Mundo. O protesto, já que o Catar é considerado um país que não respeita os direitos humanos, desafia as orientações da Fifa, que até criou uma braçadeira própria.

Países como Inglaterra, Holanda e País de Gales, no entanto, devem seguir com o protesto. A Alemanha, recentemente, disse que estava pronta para pagar multa, caso necessário. O goleiro Neuer até acrescentou que não temia qualquer sanção, já que a federação do país apoia a medida.

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De acordo com a mídia internacional, ainda não se sabe quais serão as medidas adotadas pela Fifa caso as braçadeiras realmente sejam utilizadas pelos jogadores. Um insider, inclusive, disse que há dúvida se Gareth Bale e Harry Kane receberão cartão amarelo caso entrem em campo. Além deles, a Holanda também faz parte do movimento e joga amanhã — cada time está envolvido em um jogo do dia: Inglaterra (10h), Holanda (13h) e País de Gales (16h).

Segundo o New York Times, a Fifa tenta convencer as seleções europeias a não seguirem com o protesto, mas nenhum dos países aceitou a medida. A federação inglesa, por exemplo, continua dando suporte para que Harry Kane estreie a sua braçadeira amanhã contra o Irã, no primeiro jogo do dia.

Oficialmente, a Fifa ainda não se posicionou sobre o que acontecerá ou qual multa pode ser imposta aos jogadores. A definição deve vir, de fato, quando a Inglaterra entrar em campo ou após a partida, a depender da repercussão.