Seleção Feminina protesta contra assédio sexual antes de partida

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Seleção Feminina protesta (Reprodução/TV Globo)
Seleção Feminina protesta (Reprodução/TV Globo)

Antes do amistoso contra a Rússia nesta sexta (11), a Seleção Feminina de futebol fez manifestos dentro e fora de campo contra situações de abuso e assédio sexual, principalmente envolvendo mulheres, no momento em que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, está suspenso do cargo para responder a uma acusação feita por uma funcionária da entidade.

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Appoiadas por Aline Pellegrino, coordenadora de competições femininas da CBF, e Duda Luizelli, coordenadora de seleções femininas, as atletas fizeram uma postagem conjunta nas redes sociais e entraram em campo com uma faixa escrita "Assédio Não!".

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Na coletiva antes da partida, na quinta (10), a técnica Pia Sundhage afirmou que a acusação contra Caboclo mexeu com a preparação do elenco, e gerou uma conversa longa entre a comissão técnica e o grupo.

"É [um caso] muito sério, e eu gostaria de poder explicar isso em sueco, já que inglês não é a minha língua materna, e nesse caso as palavras são muito importantes. É uma situação séria na qual fomos colocadas. Claro que falamos disso [do assédio]. Você olha e pode ter a sua opinião pessoal. E, sim, conversamos com as atletas, informamos o que estava acontecendo, todas tiveram oportunidade de opinião e falar sobre", disse. 

Confira o manifesto postado nas redes sociais:

"Todos os dias no Brasil, milhares de pessoas são acometidas e desrespeitadas com cenas de assédio, seja moral ou sexual. Especialmente nós, mulheres.

"São brasileiras e brasileiros, vítimas de abusos e atos que vão contra os nossos princípios de igualdade e construção de um mundo mais justo.

"Dizer não ao abuso são mais do que palavras, são atitudes. Encorajamos que mulheres e homens denunciem.

"Nossa luta pelo respeito e igualdade vai além dos gramados.

"Hoje mais uma vez dizemos: não ao assédio."

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