Seleção feminina dos EUA ganha mais com vitória masculina do que em títulos de Copa

Time dos EUA comemorou bastante a vitória sobre o Irã (Foto: Serhat Cagdas/Anadolu Agency via Getty Images)
Time dos EUA comemorou bastante a vitória sobre o Irã (Foto: Serhat Cagdas/Anadolu Agency via Getty Images)

A vitória do time masculino dos EUA sobre o Irã, garantindo a vaga às oitavas de final da Copa do Mundo, rendeu mais dinheiro à seleção feminina do país do que os dois últimos títulos do torneio. O avanço de fase vale cerca de US$ 13 milhões (R$ 68 milhões).

A questão é que a gestão das seleções, por meio da federação, divide os prêmios em dinheiro das Copas do Mundo igualmente entre as equipes. Isso significa que a seleção feminina já ganhou oficialmente mais prêmios em dinheiro com esta Copa do Mundo do que com as duas últimas Copas do Mundo Femininas juntas, de acordo com Lindsay Gibbs, da Power Plays.

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Em 2015, a seleção feminina ganhou 2 milhões de dólares (R$ 10 milhões) pelo título — o torneio teve premiação total de 15 milhões de dólares (R$ 75 milhões). Quatro anos depois veio uma nova conquista, com 4 milhões de dólares (R$ 20 milhões), em que o torneio deu um prêmio total de 30 milhões de dólares (R$ 150 milhões).

Para compreender melhor, a Copa do Mundo deste ano terá um prêmio de 440 milhões de dólares (R$ 2.3 bilhões), com o vencedor levando 42 milhões de dólares (R$ 210 milhões) para casa com o título. Ou seja, como metade da premiação do time masculino será dividida, as mulheres conseguirão 6,5 milhões de dólares (R$ 33 milhões), o que é mais do que conseguiram somando os dois títulos de Copa.

Se a premiação total da Copa do Mundo Feminina de 2023 dobrar novamente no próximo ano, ela chegará a 60 milhões de dólares (R$ 300 milhões), o que ainda é consideravelmente menor do que o que os homens conseguirão dividir este ano. A diferença entre os prêmios masculinos e femininos sempre foi grande, mas houve pedidos para diminuir essa diferença nos últimos anos.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, criticou as ofertas de direitos de mídia para a Copa feminina, que foram cerca de "100 vezes menores" do que as da masculina, segundo a Deutsche Welle.