Seleção brasileira: justiça ou “panela”? Personagens importantes do vôlei tocam dedo na ferida

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Brazil's players gather in a huddle in the men's bronze medal volleyball match between Argentina and Brazil during the Tokyo 2020 Olympic Games at Ariake Arena in Tokyo on August 7, 2021. (Photo by Antonin THUILLIER / AFP) (Photo by ANTONIN THUILLIER/AFP via Getty Images)
Seleção brasileira antes da disputa do bronze nas Olimpíadas de Tóquio (Foto: ANTONIN THUILLIER/AFP via Getty Images)

Escutamos personagens importantes que tiveram uma história de conquistas e de destaque em seus clubes, mas que por algum motivo ou escolha pessoal não tiveram longevidade e em alguns casos nem sequer qualquer oportunidade representando o país.

A pergunta que não quer calar: há algum tipo de ‘privilégio’ na seleção? Dentre os que responderam, o oposto Fabrício Lorena, simplesmente ‘Lorena’, conhecido carinhosamente pela torcida do vôlei, e o levantador Marlon Muraguti Yared que teve passagens pela seleção por diversos ciclos. Ambos falaram sobre o momento do país na modalidade e a famigerada ‘meritocracia’ na seleção brasileira. Procurados, o líbero Serginho e o ponteiro Filipe Ferraz, ambos com passagem vitoriosa pelo Sada Cruzeiro, não quiseram se pronunciar.

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O levantador Marlon que atua na equipe do São José analisa o atual momento do vôlei brasileiro e cita sua passagem vitoriosa atuando pela seleção. “Minha passagem foi vitoriosa e de muito aprendizado. Treinar com os melhores todos os dias e gerar alegrias aos brasileiros naquele nível é algo muito especial”, destaca.

Sobre se há alguma preferência em tal jogador, o levantador experiente enfatizou que as escolhas sempre vieram do treinador. Na ocasião, o técnico Bernardo Rezende preteriu o seu nome para convocar Ricardinho, há poucos meses das Olimpíadas de Londres, em 2012.

“A seleção como em qualquer organização tem os seus atletas que tem mais influência e representatividade. Porém outros são da preferência do treinador por algum motivo que não cabe a mim a julgar. Tenho convicção que cumpri com a minha missão enquanto estive por lá e sai de cabeça erguida”.

O oposto Lorena também questionou os critérios adotados na seleção brasileira, em especial, as convocações. “Eu vejo assim, na minha época havia muitos bons jogadores. Mas eu tive em 2, 3, 4, temporadas em que eu estava ‘voando’. Estatisticamente, eu era o melhor oposto que estava no país. Então, o que eu sempre falei é que eu mereceria no mínimo ser testado num sul-americano, num campeonato de menor expressão. Eu merecia, mas nunca me deram nenhuma oportunidade. Poderia no mínimo ser testado”.

Com passagens pelo vôlei francês, o paulista foi destaque nas temporadas 2009/10 atuando pelo Montes Claros, no vice-campeonato da Superliga, como o maior pontuador daquela edição. O canhoto se manteve como destaque nas temporadas que se sucederam, jogando em outras equipes: Sesi-SP, Vôlei Futuro Taubaté,

Os preteridos

Em 2010, o oposto Lorena, eleito na temporada anterior como o jogador do campeonato, maior pontuador da edição defendendo as cores do Montes Claros. O jogador de gênio forte foi convocado para uma pré-lista que disputaria a Liga Mundial. Com o corte, não poupou de críticas o técnico Bernardo Rezende.

Outro jogador que não perdeu a chance de dar aquela “alfinetada “foi o líbero Serginho, jogador do Sada Cruzeiro. O atleta que construiu sua história defendendo as camisas do tradicional Minas e o copeiro Sada Cruzeiro.

Após mais uma conquista, em 2018, o líbero disparou contra a convocação de Murilo Endres, ponteiro do Sesi-SP que havia decidido em jogar em outra posição, pretendido posteriormente, como líbero. O novo mandatário da seleção recém chegado, o ex jogador, dirigente, Renan Dal Zotto chegou a convocá-lo para o posto.

Filipe Ferraz, o novo técnico do Sada Cruzeiro e ídolo da equipe celeste foi outro que se diz decepcionado em nunca ter tido uma chance em vestir a camisa verde e amarela. O ponteiro que bateu recordes de títulos superando marcas históricas, dentre as conquistas: tricampeão mundial, diversos campeonatos sul americanos, múltiplas Superligas, todas atuando pelo Cruzeiro, em diversas vezes já demonstrou sua insatisfação. Segundo ele: “Faltou algo para finalizar a carreira com chave de ouro”.

Novo ciclo

Ferraz, em resposta via Assessoria de Imprensa do Sada Cruzeiro, declarou que seleção brasileira é coisa do passado. Pretende focar os esforços nesse novo desafio.

Anunciado como novo treinador do clube mineiro, equipe que o consagrou para a temporada 2021/22. Filipe se despediu das quadras no ano passado.

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