Seleção argentina reclama de maus-tratos no Chile

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Rodrigo De Paul foi um dos mais indignados com o tratamento dos chilenos. Foto: Javier Torres-Pool/Getty Images
Rodrigo De Paul foi um dos mais indignados com o tratamento dos chilenos. Foto: Javier Torres-Pool/Getty Images

A seleção argentina nem ligou para o fato de já estar classificada para a Copa do Catar e bateu o Chile por 2 a 1, fora de casa, em partida disputada no deserto de Calama. Com motivos para comemorar, já que sustenta uma invencibilidade de 28 jogos, o tom das entrevistas pós jogo mostrou jogadores indignados pelo tratamento dado em território chileno.

Segundo os argentinos, a delegação recebeu "maus tratos" antes de ir a campo e conseguir mais uma vitória, mantendo o time na segunda colocação das Eliminatórias com 32 pontos em 14 jogos disputados.

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O mais exaltado foi o volante Rodrigo de Paul, uma espécie de capitão informal da equipe que não teve Lionel Messi, dono da braçadeira, e também não pôde contar com o técnico Lionel Scaloni, que testou positivo para covid-19.

"Quando chegamos ao Chile, ficamos quase três horas no aeroporto, sem poder ir ao banheiro, diziam que estavam chegando nossa documentação", reclamou De Paul após o jogo.

"Nos fizeram descarregar todas as malas. Chegamos ao hotel, entre 30 e 32 graus, não havia ar-condicionado, abrimos a janela para poder dormir, tocavam sirenes, não conseguimos dormir bem. E depois que acordamos, não tinha água”, contou o jogador argentino.

Preocupado com possíveis retaliações, De Paul pediu que o tratamento aos chilenos que forem à Argentina seja exemplar.

"Quem venha ao nosso país, vamos tentar fazer com que se sintam cômodos. Precisamos ganhar no campo", finalizou.

Chileno comenta reclamações dos argentinos

Se por um lado os argentinos não gostaram da forma que foram tratados no Chile, os chilenos tentaram deixar as coisas mais amenas sobre a estadia da seleção argentina em seu país.

Gary Medel foi firme ao comentar o caso e lembrou o confronto realizado no primeiro turno das eliminatórias, em junho do ano passado, que terminou com empate em 1 a 1.

"Também acontece conosco em outros países, eles têm que comer em silêncio, não dizemos nada. Eles nos fizeram ir para Buenos Aires e depois para Santiago del Estero, então eles não têm nada a dizer", esbravejou.

O jogador do Bologna, da Itália, também lembrou que protocolos estão sendo respeitados em todos os países e por isso não viu nada de errado na recepção dos argentinos.

"Os protocolos sanitários são tanto para a Argentina quanto para nós. Quando chegamos, também nos fazem esperar três horas, que é uma regulamentação chilena", disse.

O Chile está ameaçado de não participar da Copa do Mundo. Faltando três jogos para o fim da classificação, soma 16 pontos, na sétima colocação. Somente os quatro primeiros garantem vaga direta e o quinto colocado terá que jogar uma repescagem para tentar a vaga na Copa do Mundo do Catar.

Na próxima terça-feira (2), os chilenos encaram a Bolívia, em jogo que será realizado na altitude de La Paz.

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