Seleção de 70 foi a melhor da história e me emociona até hoje

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Estátua de Pelé, inaugurada no Museu do Futebol da CBF, em homenagem aos 50 anos do tricampeonato mundial. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Estátua de Pelé, inaugurada no Museu do Futebol da CBF, em homenagem aos 50 anos do tricampeonato mundial. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Nasci no dia 21 de agosto de 1970. O Brasil já era tricampeão mundial de futebol, com o título conquistado dois meses antes. Perto de completar 50 anos, ouvi durante toda minha vida que aquela Seleção Brasileira era a melhor da história, ainda que Garrincha não estivesse presente.

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Já vi e revi os seis jogos daquela Copa do Mundo e me emociono sempre com o futebol apresentado. Uma equipe que teve cinco camisas dez juntos, todos de excelência e com a benção de Pelé, o Rei do futebol. Foram 19 gols marcados de todos os jeitos, com o quarto gol sobre a Itália, na decisão do título, reverenciando o trabalho coletivo com uma conclusão maravilhosa do capitão Carlos Alberto Torres, um lateral que chegava à área adversária, algo incomum na época. Mérito gigantesco também para Zagallo, que escalou os melhores, adequando-os a cada posição.

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Esses 50 anos passaram muito rápido e já somos pentacampeões. Produzimos outros craques como Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho e, talvez, houvesse lugar para um deles. Mas o que mais marcou foi a recuperação do futebol-arte brasileiro, depois do vexame de 1966, quando caímos na primeira fase, atropelados pelo jogo físico de Hungria e Portugal.

Para a nova geração que glorifica qualquer jogador que faça dois ou três gols e já o transforma em projeto de craque, foi um primor e um prazer poder assistir tudo de novo, com a mentalidade e capacidade de análise que temos hoje. E meu convencimento só aumentou. A Seleção de 70 foi a melhor pela técnica exuberante de seu time e muitos treinadores copiaram a forma de jogar em suas equipes futuras.

Se eles atuassem no futebol de hoje, todos eles estariam nos maiores clubes da Europa, como protagonistas. Quem viu, viu. Quem só acompanhou a história, vai se emocionar sempre.

Parabéns tricampeões e imortais da bola!

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