Seleções de vôlei do Brasil disputam semi da Liga das Nações de olho em Tóquio

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*ARQUIVO* GUADALAJARA, JALISCO, MÉXICO, 19-10-2011 - Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (México), 2011 - Vôlei feminino. (Foto: Daniel Marenco/Folhapress)
*ARQUIVO* GUADALAJARA, JALISCO, MÉXICO, 19-10-2011 - Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (México), 2011 - Vôlei feminino. (Foto: Daniel Marenco/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Semifinalistas da Liga das Nações, as seleções feminina e masculina de vôlei do Brasil tentam aproveitar a fase decisiva do torneio para deixar uma boa impressão antes da estreia na Olimpíada de Tóquio.

Nesta quinta-feira (24), as mulheres duelam com o Japão, às 11h, na cidade de Rimini, na Itália, por uma vaga na decisão de um título inédito (SporTV 2 transmite). Estados Unidos e Turquia fazem a outra semifinal, às 14h.

A final da disputa feminina será no dia seguinte, às 14h, e às 11h irá ser realizado o confronto pelo terceiro lugar.

Bicampeã olímpica (Pequim-2008 e Londres-2012) e eliminada nas quartas de final dos Jogos Rio-2016, a seleção teve perdas importantes ao longo do atual ciclo olímpico, como as centrais Fabiana Claudino (tornou-se mãe) e Thaísa (aposentou-se do time nacional). A equipe também sofreu alguns tropeços, como a quarta colocação na Copa do Mundo e o sétimo lugar no Mundial de 2018 -o pior desempenho desde 2012.

O time do técnico José Roberto Guimarães, com 13 vitórias e duas derrotas, ficou atrás apenas dos Estados Unidos na fase de classificação. A trajetória na Liga das Nações deixa o torcedor animado, mas com moderação.

"Nossa relação de bloqueio e defesa, nosso saque e todo nosso sistema de jogo têm estado cada vez mais consistentes. Estou muito feliz com a postura do time", afirma a oposta Tandara.

A seleção perdeu para as americanas e para a China, mas venceu Sérvia e Itália. Essas quatro equipes são consideradas fortes candidatas na briga por medalhas. No entanto, com exceção dos EUA, as demais favoritas jogaram a Liga das Nações sem suas principais atletas.

O Brasil já venceu o Japão, adversário na semifinal, nesta edição do torneio, por por 3 sets a 0 (25/15, 25/19 e 25/21). Além do desejo de avançar à final, a equipe vive cada desafio em Rimini como oportunidade para se acertar dentro da quadra.

"Estamos felizes com a evolução do time até o momento na competição. O Japão é uma equipe de tradição e que evoluiu bastante nessa Liga das Nações. É um time coeso, que comete poucos erros, defende muito e joga com muitas mexidas", diz a central Carol. "O nosso saque será muito importante e vamos precisar jogar muito bem taticamente."

A seleção é a atual vice-campeã da Liga das Nações, em 2019 perdeu para os Estados Unidos. Para o duelo da semifinal, Zé Roberto contará com a capitã e ponteira Natália pela segunda vez na competição.

Após se recuperar de uma cirurgia no dedo mínimo da mão esquerda, ela atuou poucos minutos nas vitórias do Brasil sobre Holanda e Turquia.

As semifinais do masculino serão no sábado (26), a começar com o duelo entre o Brasil, primeiro colocado com 13 vitórias e duas derrotas, e a quarta melhor equipe, a França, às 6h30. Depois, às 10h, será a vez de Polônia, segunda colocada, e Eslovênia, terceira, brigarem por outra vaga na decisão do título.

Será a oportunidade dos brasileiros tentarem devolver o revés diante dos franceses na frase de grupos, por 3 sets a 0 (37/39, 18/25 e 28/30). O outro tropeço da equipe verde e amarela foi diante da Rússia, nesta quarta, por 3 sets a 0 (25/21, 28/26 e 25/20).

Mesmo com a vaga garantida, o técnico Carlos Schwanke escalou força máxima contra os russos, mas o time teve uma atuação irreconhecível, com muitos erros de passe.

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