Seleção vai contar com 'ingleses' após governo britânico liberar vacinados

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*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 16.09.2016, 16h00 -  O técnico Tite durante coletiva sobre a convocação dos jogadores da seleção brasileira, realizada na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro (RJ). (Foto: Zô Guimarães/Folhapress)
*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 16.09.2016, 16h00 - O técnico Tite durante coletiva sobre a convocação dos jogadores da seleção brasileira, realizada na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro (RJ). (Foto: Zô Guimarães/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo inglês anunciou nesta sexta-feira (1º) que irá liberar da obrigação de quarentena jogadores estrangeiros convocados para defender países que estejam na chamada "zona vermelha" da Covid -como o Brasil-, desde que estejam com seu esquema vacinal completo.

Com a medida, Tite poderá contar na próxima rodada tripla das Eliminatórias com os oito atletas convocados por ele e que jogam na Premier League.

A nova regra cria uma espécie de isolamento parcial, na qual os jogadores precisam cumprir algumas restrições em um período de 10 dias ao retornarem à Inglaterra, mas nada que os impeça de treinar ou jogar por seus times.

A obrigatoriedade de quarentena total fez com que na última data Fifa, em setembro, clubes ingleses não liberassem os convocados de diversos países, o que afetou a equipe brasileira no torneio classificatório para Copa do Mundo de 2022, no Qatar.

Para os próximos três jogos do Brasil, contra Venezuela, Colômbia e Uruguai, o técnico chamou os goleiros Alisson (Liverpool) e Ederson (Manchester City), o lateral Emerson (Tottenham), o zagueiro Thiago Silva (Chelsea), os meias Fabinho (Liverpool) e Fred (Manchester United) e os atacantes Raphinha (Leeds) e Gabriel Jesus (Manchester City). De acordo com a CBF, todos eles estão completamente vacinados.

Ao jornal The Guardian, um porta voz do governo inglês afirmou que "a melhor defesa contra o vírus é a vacinação, e essas novas medidas permitirão que os jogadores totalmente vacinados cumpram suas obrigações internacionais da forma mais segura e prática possível, ao mesmo tempo que permitem que eles treinem e joguem com seus clubes o mais cedo possível após o seu retorno".

Segundo a publicação, mesmo com a liberação, os jogadores precisaram permanecer isolados em lugares próximos ao centro de treinamento de seus clubes ao retornarem à Inglaterra. Além disso, enquanto estiverem a serviço de suas seleções, deverão limitar ao máximo seus deslocamentos, entre os treinos e as partidas.

"Trabalhamos junto com as autoridades do futebol para chegar a uma saída que atendesse o interesse tanto dos clubes quanto do país, mantendo os mais altos níveis de segurança e saúde pública", afirmou o porta-voz do governo.

Em setembro, Tite não pode contar com nove jogadores que ele havia chamado após os clubes ingleses vetarem a liberação. O treinador, no entanto, manteve a convocação, mesmo sem poder utilizá-los, e aumentou sua lista com outros nomes.

A CBF chegou a pedir à Fifa uma punição às equipes, mas resolveu retirar o pedido após encaminhar um acordo com os times e o governo britânico.

O Brasil terá três compromissos em outubro pelo torneio classificatório ao próximo Mundial. Primeiro, enfrentará a Venezuela, em Caracas, no dia 7. Depois, jogará com a Colômbia, no dia 10, em Barranquilla. No dia 14, o adversário será o Uruguai, em Manaus.

Com oito vitórias em oito rodadas, a equipe verde-amarela lidera a disputa com 24 pontos, seguida pela seleção argentina, com 18. Uruguai, com 15, e Equador, com 13, completam os quatro primeiros colocados.

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