Redução de roubos de carros deixa apólice de seguro mais barata no Rio

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Sergio Moraes/Moraes
Sergio Moraes/Moraes

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Corretora comparou, entre 2016 e 2019, os preços médios de apólices para segurar os automóveis mais vendidos no país – entre eles, os modelos preferidos do consumidor brasileiro: Onix, HB20, Ford Ka e Gol.

  • Com sinais de recuo no roubo a carros no Rio, segundo números da Polícia Civil, preços das apólices são puxados para baixo.

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A despeito de figurar entre as cidades onde mais há roubo de carros no Brasil, o Rio registrou queda nos valores de seguro de veículos até julho deste ano.

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Segundo reportagem do Valor Investe, a corretora Minutos Segurou comparou, entre 2016 e 2019, os preços médios de apólices para segurar os automóveis mais vendidos no país – entre eles, os modelos preferidos do consumidor brasileiro: Onix, HB20, Ford Ka e Gol.

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O perfil de motorista pesquisado foi o seguinte: homem, 35 anos, casado, morador da região central, e que usa o carro para lazer. A pesquisa revelou que, após os preços médios de seguros para carros dispararem 62% no Rio para esses motoristas, eles caíram 31% até julho deste ano.

À beira de sediar a Olimpíada, em 2016, o estado do Rio de Janeiro declarou estado de calamidade pública. Francisco Dornelles (PP), governador à época, temia “total colapso na segurança pública” – o que de fato ocorreu e ajuda a explicar o salto no preço das apólices entre 2016 e 2018.

Recuo em roubos de carros explica índice

Agora, há sinais de recuo no roubo a carros no Rio: segundo números da Polícia Civil, na comparação entre os sete primeiros meses de 2019 e 2018, caíram em 21% as ocorrências de roubo de carros e cargas. Sócio diretor da Minuto Seguros, Manes Erlichman afirma que números como esses puxam os preços das apólices para baixo. Isso porque preços de seguro de carros são basicamente formados pelos riscos de acidentes e de roubos – portanto, quanto maiores os riscos, maior o preço.

“E fortes subidas ou caídas nos preços de seguros, em geral, vêm da ponta dos roubos”, disse Erlichman ao Valor Investe. “Embora a parcela do preço atribuída ao risco de acidentes venha diminuindo historicamente, por causa de melhorias tecnológicas e em ruas e estradas, essa queda é lenta”, complementou.

Os números do levantamento de preços consideram somente novos clientes de seguradoras. Em outras palavras, não entram na conta os bônus conferidos a clientes cujo histórico permite às seguradoras praticar preços mais camaradas.

Sobre isso, Erlichman faz um alerta que vale para todos os motoristas, e não só os do Rio que, ao notarem que estão pagando acima da média praticada hoje pelo mercado, cancelam o contrato atrás de melhores opções.

“Em geral, vale muito mais a pena esperar vencer a apólice para, então, num novo contrato, aproveitar o patamar mais baixo de preços”.

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