5 dicas para cuidar da sua saúde mental na quarentena

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Durante o isolamento, cuidar da saúde mental é essencial (Foto: Getty Images)
Durante o isolamento, cuidar da saúde mental é essencial (Foto: Getty Images)


A quarentena do coronavírus já deixou de ser uma ideia distante para se tornar um fato. Pelo menos até o dia 7 de abril, os comércios estarão fechados e a recomendação é que ninguém saia de casa. O homeoffice, que era o sonho de muita gente, agora é uma necessidade básica. Porém, não é todo mundo que tem a oportunidade de trabalhar de casa, e entre os que seguem com um salário fixo e os que perderam o emprego ou tiveram as suas atividades suspensas por esse tempo, há de se questionar como fica a saúde mental dos brasileiros. 

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Em isolamento, sem a possibilidade de abraçar e beijar pessoas queridas, evitando ao máximo sair de casa, se torna ainda mais importante cuidar - e muito - do psicológico e emocional de cada um. Por isso, o Yahoo conversou com a psicóloga Daniela Faertes, especialista em terapia cognitiva e mudança de comportamentos prejudiciais, para entender como cuidar da saúde mental durante a quarentena. 

1. Vá com calma

Por mais que falar sobre "manter a calma" pareça contraprodutivo nesse momento, fato é que tomar o seu tempo para se adaptar a essa nova realidade é essencial. Segundo a profissional, o maior desafio dessa é a falta de habituação. Dividimos as atividades em setores (supermercado é para comprar comida, casa é para descansar, etc.), e isso se torna confuso e mais cansativo quando tudo é feito do mesmo lugar. 

"É preciso ter em mente que, nesses primeiros dias ou semanas, toda essa nova situação pode ser mais difícil devido a essas questões de habituação. Com o tempo, isso vai ficar fácil, até que chega ao ponto onde o desgaste maior de energia já não é necessário para associar o espaço à atividade", explica ela. 

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2. Foque em pequenos períodos

Momentos de tamanha incerteza costumam gerar ansiedade e, de acordo com Daniela, é preciso reconhecer essas sensações para que você não se entregue à elas. Reconheça que você está ansioso, com medo ou inseguro, mas pare por aí. O próximo passo é evitar que esses sentimentos cresçam concentrando a sua energia em pequenos períodos de tempo. 

"Pense no período específico de agora até semana que vem e faça uma programação para isso. A partir de como as coisas vão seguir a diante, faça uma nova programação. Mas vá seguindo um ritmo 'por etapas'", diz. 

3. Mantenha o contato (mesmo que virtual)

Durante o período de quarentena, o isolamento é, sim, completo, mas isso não significa que você precisa parar de conversar com as pessoas. Mantenha o contato com os outros de forma virtual, mas sempre considerando as suas necessidades. Essas são, de acordo com a psicóloga, interações personalizadas com pessoas que fazem bem para você, que podem somar positivamente durante esse período, como familiares, amigos, etc. "São bem-vindas aulas e serviços online, com professor de línguas, terapia ou tudo que possa ter interação personalizada", continua. 

Manter a rotina o mais próximo do normal e cuidar do que você consome na internet são maneiras de driblar a ansiedade e o estresse (Foto: Getty Images)
Manter a rotina o mais próximo do normal e cuidar do que você consome na internet são maneiras de driblar a ansiedade e o estresse (Foto: Getty Images)

 

4. Tenha uma rotina

Como Daniela já comentou anteriormente, os seres humanos são seres de hábitos. Ou seja, manter uma rotina, principalmente em um momento tão instável, é essencial para cultivar a sua saúde mental. 

"Para quem está trabalhando em casa, recomendo seguir de forma mais fiel possível a sua rotina de trabalho do escritório. Até as pausas para o cafezinho/lanche. Isso faz com que não haja distrações e que o trabalho renda melhor, sem reduzir ou exceder a jornada. No cenário atual, é normal ficar mais desconcentrado pelas notícias e a mudança repentina da rotina, mas, aos poucos, vamos criando mecanismos mais adaptáveis para driblar essa distração. Tem que haver um planejamento realista", explica. 

Isso, claro, depende da sua situação. Um casal com filhos vai precisar se adaptar um pouco mais, talvez alternando horários de trabalho com horários com os filhos, para manter um mínimo de normalidade. Mesmo que você não esteja trabalhando agora, ter horários para acordar e dormir e preencher o seu dia com atividades prazeirosas e que possam ajudar na sua recolocação profissional (como fazer um curso online), é igualmente indicado.  

5. Passe algumas horas offline

Por mais que as redes sociais e a internet sejam a nossa porta de entrada de notícias, estabeleça horários para checar as suas redes ou, no mínimo, determine a hora de parar. O excesso de informações gera comparação (sua com a pessoa que têm feito muito exercício físico ou com os que estão se divertindo com os filhos, etc.). 

"Quem foi pego no susto pela situação, quem não conseguiu se preparar ou até mesmo quem não tem a viabilidade para fazer essas práticas e atividades, vão acabar se pegando em um comparativo. E isso acaba gerando mais angústias do que benefícios. As redes têm esse efeito de passatempo, mas também têm muito excesso de informação e comparação. Isso gera uma auto-exigência muito grande de como performar, o que intensifica a ansiedade", comenta Daniela.

A palavra de ordem aqui é auto-controle: tenha consciência de quanto tempo você quer passar nas redes e o porquê. É para ver uma live interessante de alguém que você gosta? Para tentar saber tudo o que está acontecendo no mundo sobre a pandemia? Para encontrar algum alívio para o estresse do dia? A partir daí, defina qual será a sua relação com essas plataformas. 

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