Sargento preso com 37 kg de droga segue na FAB e recebe salário

The new Embraer KC-390 aircraft being built is presented at their production facilities in Gaviao Peixoto, some 310 km from Sao Paulo, Brazil on October 21, 2014. The Embraer KC-390 tanker-transport aircraft has entered into the production phase of its development schedule that includes the series manufacture of 28 aircraft for the Brazilian Air Force (FAB). AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
The new Embraer KC-390 aircraft being built is presented at their production facilities in Gaviao Peixoto, some 310 km from Sao Paulo, Brazil on October 21, 2014. The Embraer KC-390 tanker-transport aircraft has entered into the production phase of its development schedule that includes the series manufacture of 28 aircraft for the Brazilian Air Force (FAB). AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

Segundo sargento da FAB (Força Aérea Brasileira), Manoel Silva Rodrigues segue na instituição e já recebeu R$ 97,5 mil em salários e verbas indenizatórias mesmo sem trabalhar desde junho de 2019, quando foi preso na Espanha com 37 quilos de cocaína e condenado por tráfico.

De acordo com informações levantadas pelo portal UOL junto ao Portal da Transparência, o militar recebe R$ 8,1 mil mensais. Em novembro, com a gratificação de Natal, o salário chegou a R$ 14,5 mil.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Rodrigues foi preso durante viagem de Jair Bolsonaro (sem partido) à cúpula do G20, no Japão. A cocaína estava na bagagem do sargento, que estava em uma aeronave de apoio da comitiva presidencial, em voo separado do chefe do Executivo.

Leia também

A droga foi encontrada pela Guarda Civil da Espanha durante vistoria no aeroporto de Sevilha. O militar foi condenado a seis anos de prisão e pagamento de multa de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 12 milhões).

Na época, Bolsonaro exigiu investigação imediata e disse que o sargento pagaria um preço alto pelo ocorrido: "Se fosse na Indonésia, pegaria pena de morte". O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) o classificou como "uma mula qualificada", termo utilizado para designar quem faz transporte de droga.

Procurada pela reportagem, a FAB informou que Rodrigues foi notificado da abertura do processo de exclusão, mas para ser desligado administrativamente é necessário o trânsito em julgado (quando não cabe recurso) do processo judicial, que embasa o processo interno.

Leia também