Sarau das Pretas promove concurso literário em São Paulo

Inscrições para fazer parte do projeto vão até dia 20 de dezembro. Foto: Divulgação
Inscrições para fazer parte do projeto vão até dia 20 de dezembro. Foto: Divulgação

No último dia 20, o coletivo Sarau das Pretas lançou o concurso literário Narrativas Pretas. O objetivo do projeto é dar visibilidade para mulheres negras e LGBTQI que moram na cidade de São Paulo e são autoras independentes.

Em entrevista ao Yahoo, Elizandra Souza, integrante do Sarau das Pretas desde o início, em 2016, afirmou que a ideia é promover o protagonismo da mulher negra no âmbito cultural e político da cidade de São Paulo.

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“Este projeto é importante porque a nossa sociedade é racista, machista e homofóbica. Precisamos de projetos como este para que as mulheres negras e mulheres negras LGBTQI possam se destacar”, afirmou a representante.

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As inscrições encerram no dia 20 de dezembro. Para participar do concurso basta acessar o site do Coletivo Sarau das Pretas e se inscrever. “Esperamos que mulheres negras e mulheres negras LGBTQI se inscrevam e venham participar da nossa antologia”, disse Elizandra. 

Leia a entrevista completa:

De onde veio a ideia do projeto?

Elizandra Souza: O projeto surgiu de uma necessidade de o Sarau das Pretas incentivar outras mulheres negras a publicarem seus textos e visibilizar a literatura negra feminina. Dentro do nosso coletivo, entendemos as mulheres negras e as mulheres negras LGBTQI.

Por qual motivo ele é importante para a sociedade?

Elizandra: Este projeto é importante porque a nossa sociedade é racista, machista e homofóbica. Precisamos de projetos como este para que as mulheres negras e mulheres negras LGBTQI possam se destacar. Precisamos disputar as narrativas. A literatura canônica não nos inclui como protagonistas de forma positiva.

Qual a proposta?

Elizandra: A nossa literatura negra e feminina tem como proposta que as poesias possam trabalhar a construção de identidades negras de forma a contribuir com a autoestima dessas mulheres e também combater o racismo.

Já sabe quando vai acontecer?

Elizandra: Ainda não temos a data marcada para o lançamento da antologia. Primeiro estamos recebendo as inscrições. O concurso literário foi possível por termos sido selecionadas no Programa de Valorização a Iniciativas Culturais [promovido pela Secretaria de Cultura Municipal de São Paulo]. Vamos executar o projeto em oito meses.

Qual o objetivo?

Elizandra: Esperamos que mulheres negras e mulheres negras LGBTQI se inscrevam e venham participar da nossa antologia. Na antologia, serão 20 autoras selecionadas e terá uma premiação em dinheiro. Também terá um lançamento no bairro das três primeiras ganhadoras.

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