Sara Winter poderá deixar a prisão com tornozeleira eletrônica

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Qual a diferença entre ‘crime de opinião’ e os crimes pelos quais Sara Winter é investigada?
Qual a diferença entre ‘crime de opinião’ e os crimes pelos quais Sara Winter é investigada?

A extremista Sara Fernanda Giromini, autodeclarada Sara Winter, deixará a prisão utilizando o monitoramento por tornozeleira eletrônica, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinada nesta quarta-feira (24).

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Giromini está detida no Presídio Feminino do Gama, no Distrito Federal, há 10 dias e está autorizada a sair da cadeia a partir de meia-noite, entre esta quarta e esta quinta (25). Além dela, outros cinco integrantes do grupo “300 do Brasil” também deverão deixar a cadeia: Érica Viana de Souza, Emerson Rui Barros dos Santos, Arthur Castro, Renan de Morais Souza e Daniel Miguel.

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Na decisão, Alexandre de Moraes determina que, além da tornozeleira eletrônica, Sara e os cinco outros detidos deverão manter distância de, pelo menos, 1 quilômetro dos prédios do Congresso Nacional e do STF. Eles também deverão fornecer o endereço de suas casas e possíveis trabalhos, únicos locais que estarão autorizados a se deslocarem.

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De acordo com o ministro, há ‘risco à investigação e a necessidade de restrição à atuação dos integrantes do grupo com relação aos fatos investigados’ no inquérito.

A extremista também está proibida de manter contato com outros investigados, incluindo parlamentares, influenciadores e perfis virtuais que se tornaram alvo do inquérito. “Todas as medidas deverão ser realizadas imediatamente”, decretou Moraes.

INVESTIGADA EM 2 INQUÉRITOS

Sara é investigada no inquérito das fake news, sob suspeita de ameaça aos ministros do STF, e foi alvo de busca e apreensão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou o material da investigação sobre ela à Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) há duas semanas, depois que Sara publicou vídeo com ameaças ao ministro Alexandre de Moraes. 

Sara Winter também é alvo de uma investigação por improbidade administrativa aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) do Rio para apurar se houve irregularidade na utilização de R$ 25 mil recebidos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas em 2018, o chamado fundo eleitoral.

Ela disputou uma vaga de deputada federal no Rio pelo DEM, teve 17.246 votos e não foi eleita. Sara Winter foi expulsa do partido no início deste mês.

Hoje apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra o movimento feminista, Winter entrou com pedido de cassação do mandato de Bolsonaro em 2014, quando o atual presidente era deputado federal. 

Winter ficou mais conhecida em 2012, quando participava do grupo feminista ucraniano Femen, que organizou protestos na Eurocopa.

Em 2013, Sara organizou protestos pela não realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Ela chegou a ser detida por ato obsceno e por chamar policiais de "assassinos".

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