São Paulo aposta em Kaká para fechar com Adidas ou New Balance

Jorge Nicola
Kaká fez sua última partida em Orlando no domingo (15). (EFE/ GERARDO MORA)
Kaká fez sua última partida em Orlando no domingo (15). (EFE/ GERARDO MORA)

Alvo do São Paulo para 2018, Kaká pode dar um empurrãozinho nas negociações do clube com duas empresas de fornecimento de material esportivo: Adidas e New Balance. O Tricolor procura há semanas um parceiro para substituir a Under Armour, que está de saída do Morumbi – a multinacional americana requisitou o rompimento do contrato, como o Blog antecipou com exclusividade em 18 de setembro, por causa dos seguidos prejuízos.

O presidente Leco está convencido de que a presença de Kaká no time do próximo ano será um grande atrativo tanto para a New Balance, que entrou de cabeça no mundo do futebol a partir de 2015, quanto para a Adidas, que teve Kaká como garoto-propaganda por mais de uma década.

Kaká deixou de ser embaixador da marca alemã em março do ano passado, mas segue muito perto da fabricante. Em sua última postagem no Instagram, feita neste domingo, para o jogo de despedida diante do torcedor do Orlando City na Flórida, o jogador apareceu segurando chuteiras da Adidas.

Algumas horas antes, em meio à euforia pela vitória tricolor por 2 a 1 em cima do Atlético-PR, o presidente Leco abriu as portas do Morumbi para Kaká. Além de vê-lo como uma solução dentro das quatro linhas, o dirigente está convencido de que a presença do melhor jogador do mundo em 2007 atrás garantirá exposição em todo o planeta e ajudará em uma série de ações comerciais.

A começar pela fornecedora de material esportivo. Somente alguém do tamanho de Kaká pode permitir ao Tricolor que exija valores próximos dos praticados com a Under: são R$ 15 milhões em dinheiro por temporada e R$ 12 milhões em uniformes. O São Paulo ainda tem garantido um valor mínimo de R$ 5 milhões em royalties por ano com camisas vendidas.

O contrato com a Under é tão bom que nem o patrocinador máster paga tanto: o vínculo com o Banco Intermedium rende R$ 14 milhões por ano – em troca, o parceiro tem direito a expor sua marca no peito e nas costas da camisa são-paulina.

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