Santos precisa de um 9. Cueva estreou bem

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Cueva tenta a jogada, cercado por três jogadores do Mirassol. Foto: Marivaldo Oliveira/Código19/Gazeta Press
Cueva tenta a jogada, cercado por três jogadores do Mirassol. Foto: Marivaldo Oliveira/Código19/Gazeta Press

Estive no Pacaembu para acompanhar Santos e Mirassol. Sempre que posso, vou ver o Santos. Gosto da maneira como Jorge Sampaoli faz o time jogar e continuo achando que seu trabalho é um sopro de modernidade no futebol brasileiro. Se vai dar certo ou não, é outra história. No Paulista, por enquanto, são 15 pontos em 18 disputados e a melhor campanha geral.

Sampaoli optou por uma equipe mista, por causa do desgaste da semana e do começo da Sul-Americana contra o River Plate-URU, terça-feira, em Montevidéu. Matheus Ribeiro e Orinho foram escalados nas laterais, Yuri foi o primeiro volante e Cueva estreou bem, mostrando técnica e empenho. A escalação não tinha uma referência na área e isso fez falta. Sampaoli pediu a contração de um centroavante e isso é uma necessidade. Como a bola chegará muitas vezes na área, é preciso ter um especialista para tabelar e segurar os zagueiros.

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O Santos teve posse de bola gigantesca e uma formação móvel com Cueva, Soteldo e Jean Mota. No entanto, faltava infiltração e um trabalho melhor de Matheus e Orinho, tímidos e nervosos com a bola. Vários cruzamentos foram feitos pelo alto, facilitando a defesa do Mirassol. Quando o Santos criou oportunidades, faltou um cara para colocar a bola para dentro. A situação melhorou com as entradas de Derlis e Sanchez.

Apesar da vitória magra, o Santos não desistiu do gol em nenhum minuto e o esforço foi recompensado diante um Mirassol totalmente retrancado. É bom ver o Santos jogar e passa a ser uma curiosidade como os outros vão se portar contra um time que não abdica da bola e tenta pressionar todo o tempo, ainda que tenha algumas limitações em algumas posições.

Fico na expectativa dos clássicos frente a Palmeiras e Corinthians.

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