O maior amor do mundo

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Tomás e Bruno Covas, na final no Maracanã, em 30 de janeiro de 2021 FOTO ARQUIVO PESSOAL DA FAMÍLIA

Neste mesmo dia, neste mesmo estádio, eu estava trabalhando. E torcendo exatamente como o prefeito paulistano Bruno e o filho Tomás.

Mas eu torcia pelo outro lado. O que aos 98min28s me fez chorar mesmo trabalhando. Por eu ser há 54 anos o que me faz ser jornalista esportivo há 30.

Chorei transmitindo pelo SBT também por não ter os meus Luca e Gabriel comigo na cabine. Por não ter a minha Sil com a nossa Mano ao lado.

Por não ter o meu Babbo comigo como desde 2012 ele está presente de outro jeito.

Chorei como não consegui nem falar pra minha mãe ao telefone quanto tinha sido. Chorei vendo pelo vídeo do WhatsApp os meus filhos em casa. O outro com a namorada. Eu ainda no ar. Querendo ir pelos ares.

Abraçá-los nas grandes glórias eternas como aquela. Confortá-los como o meu mais velho nada entendia quando ele estava no meu colo e eu escrevia minha coluna no AGORA S.PAULO chorando pelo rebaixamento em 2002.

Ou apenas, como Bruno e Tomás, acordar bem cedo em um sábado só pra ir ao aeroporto para receber o Borja. Ou melhor: para eu e meu caçula nos abraçarmos como não podemos nas conquistas em que estou a trabalho comentando.

Futebol não se torce apenas nas vitórias. Nem nos jogos. Futebol é fazer tabelinha entre amores em torno do amor.

O prefeito sabia que o mais provável era que aquela final de Libertadores fosse a melhor decisão da vida dele e do filho. E tomaram a melhor decisão possível. Foram ver a final única no Maracanã.

A que dois santistas não perderam.

Nela, Pará subiu mais alto do que Breno Lopes.

98min23s pouco significa.

O que vale é a volta olímpica de Tomás e Bruno para Santos.

A glória eterna como o amor incondicional de pai para filho. De filho para pai.

De pai e filho para todo o Santos.

(Eu votei no bisavô de Tomás para presidente no primeiro turno em 1989. Não votei em 1990 como governador. Teve o meu voto como governador em 1994. Repeti em 1998.

Nunca votei em Bruno Covas.

Mas ele tem como uma das secretárias municipais amiga querida.

Prova no mínimo de sensibilidade.

Algo que falta a muitos que trocam as bolas por partidos e política e não respeitam um pai. Um filho. Uma doença