Iguais em quase tudo: Santos 2 x 2 Palmeiras

Mauro Beting
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Marinho celebra o segundo gol santista FOTO Alexandre Schneider/Getty Images

Santos x Palmeiras não é o “Clássico da Saudade” como não poucos chamam. Por ser um jogo que tem muita história, ela segue viva. E tem muito futuro como é histórico o trabalho da base santista, e é excelente o da palmeirense desde 2015.

Molecada que garante antológicos confrontos entre os clubes. O clássico é como pizza: até quando não é boa fica gostosa como foi a partida na Vila Belmiro. Um 2 a 2 com mais gols do que chances reais, no exagero típico do futebol. Explico melhor: pelo que foi arrastado o jogo em campo pesado, e com os desfalques santistas (Sánchez ainda faz muita falta) e alviverdes (12 atletas, entre eles os titulares Gabriel Menino, Gómez, Felipe Melo, Wesley, Luiz Adriano), com o desgaste do jogo entre compromissos de oitavas e de quartas de Libertadores para ambos, o ritmo acabou não sendo tão bom quanto vinha sendo o do time de Abel, e os resultados do surpreendente Santos que se supera com Cuca.

O Palmeiras começou melhor, com Emerson Santos de volante (e criando o primeiro lance de gol em chute longo), e Lucas Lima aberto pela esquerda (como poucas vezes atuou) no 4-2-3-1. O Santos variando no 4-2-4 com 4-2-3-1, com Marinho próximo de Kaio Jorge, e Lucas Braga e Soteldo se movimentando bem a partir das pontas. Mas as chances mesmo vinham de tiros longos e bolas paradas até Pituca abrir o placar, aos 37, depois de bote errado de Viña, bem aproveitado por Marinho.

O Santos estava mais incisivo e melhor quando abriu o placar e também quando sofreu o empate no pênalti convertido por Raphael Veiga, aos 9. Pênalti marcado pelo VAR que viu corretamente a mão na bola de Verissimo depois de escanteio. Mesmo VAR que deveria ter alertado o árbitro para expulsar ainda na primeira etapa Soteldo, por carrinho por trás em Mayke - como depois faria corretamente para expulsar Zé Rafael, em entrada por cima da bola.

O empate veio quando o Palmeiras não estava tão bem. A virada também, aos 17. Quando Willian iria ser substituído por Gabriel Silva e fez o gol em lance parecido com o que originou o pênaltim depois de escanteio pela esquerda.

A virada alviverde não se manteve pela luta, fase e técnica de Marinho, que acreditou em mais um vacilo defensivo palmeirense para fazer mais justiça ao futebol dos times.

O empate foi o placar mais ajustado do que o próprio festival de gols na Vila.

Uma decepção em termos de tabela para ambos. Mas com um gostinho claro de que a dupla ainda têm como evoluir em duas frentes (como o Santos) ou frente ampla como o Palmeiras que sonha com três canecos.