Santos pagou em comissões R$ 24 milhões na era Modesto Roma

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<em>Valor gasto por Modesto equivale a um ano de patrocínio máster (Pedro Ernesto Guerra/Santos FC)</em>
Valor gasto por Modesto equivale a um ano de patrocínio máster (Pedro Ernesto Guerra/Santos FC)

Em grave crise financeira há anos, o Santos se deu ao luxo de desembolsar aproximadamente R$ 24 milhões com intermediações durante os três anos da era Modesto Roma. É o que aponta um relatório ao qual teve acesso o Blog. De 2015 a 2017, o Peixe pagou o valor equivalente a um ano de patrocínio máster a empresários como comissão por contratações, vendas e renovações de contrato.

O maior volume foi depositado à Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva Ltda, que pertence ao famoso empresário Giuliano Bertolucci. Depois de intermediar as vendas de Gabriel Barbosa e Thiago Maia, ele ficou com R$ 9,9 milhões – foram R$ 5,9 milhões pela saída de Gabigol à Inter de Milão e R$ 4 milhões na transferência de Thiago Maia ao Lille.

Com duas ressalvas: a grana referente à Gabigol foi dividida com o empresário Wagner Ribeiro, que representa o atacante, e Bertolucci tinha dinheiro a receber referente a um empréstimo feito ao Peixe, antes, que estava condicionado ao pagamento quando da venda de Thiago Maia.

A segunda empresa que mais faturou com negócios do Peixe foi a RWM Martins, do empresário Luís Taveira. Foram R$ 4,2 milhões divididos em oito transferências diferentes (a relação completa está no fim da matéria). “Metade desse valor, porém, é dividido com os empresários de cada um dos jogadores”, explica Taveira, que apoia o pedido de impeachment contra o presidente José Carlos Peres.

Outra empresa, que pertence ao ex-lateral-direito Ceará e ao filho de Taveira, a Ceará MFD, faturou R$ 976 mil pelas comissões de Ricardo Oliveira, Cicinho e Ledesma.

A relação dos maiores negócios ainda conta com a Lets Goal Empreendimentos, graças ao pagamento de 6% pela intermediação na venda de Geuvânio. O repasse foi de 660 mil euros, que equivaliam na época a R$ 2,6 milhões.

Na sequência, aparecem a Khodor Soccer, a Elenko Sports, a Luis Carvalho Consultoria e a Traffic, todas na casa de R$ 1 milhão.

RELAÇÃO DE COMISSÕES NA ERA MODESTO ROMA:
– Bertolucci Assessoria: R$ 9,9 milhões (Gabriel Barbosa e Thiago Maia)
– RWM Martins: R$ 4,2 milhão (Bruno Henrique, Cleber*, Palmieri*, Nogueira, Copete, Ronaldo Mendes, Matheus Ribeiro e Kayke)
– Lets Goal: R$ 2,6 milhões (Geuvânio)
– Khodor Soccer: R$ 1 milhão (Lucas Lima, Leandro Donizete, Calabres e Fabrício Daniel)
– Elenko Sports: R$ 950 mil (Cleber* e Palmieri*)
– Luis Carvalho Consultoria: R$ 861 mil (Hernandez, Diego Pituca**, Juliano, Rodrigo Lobão, Charles e Yaya Banhoro)
– Traffic: R$ 976 mil (Victor Ferraz e David Braz)
– Ceará MFD: R$ 857 mil (Ricardo Oliveira, Cicinho e Ledesma)
– Lodovico Spinosi: R$ 570 mil (Ledesma)
– Betti Esportes: R$ 429 mil (Nilmar)
– Imagem Soccer: R$ 420 mil (Ricardo Oliveira)
– Websoccer: R$ 397 mil (Maxi Rolon)
– Guadagno Sports: R$ 247 mil (Longuine)
– Brazil Soccer: R$ 219 mil (Galhardo)
– Team Eventos: R$ 160 mil (Lorran e João Pedro)
– Squadra Assessoria: R$ 58 mil (Diego Pituca**)
– HWS Intermediações: R$ 70 mil (Diego Cardoso)
– Desiderio Assessoria: R$ 54 mil (Chiquinho)
– Footbal Divulgações: R$ 30 mil (Longuine)
– Pro Futebol: R$ 13 mil (Felipe Rodrigues)
– Nilson Assessoria: R$ 9 mil (Rodolfo)

* negociação dividida entre RMW Martins e Elenko Sports
** negociação dividida entre Luis Carvalho Consultoria e Squadra Assessoria

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