Santos completa quatro anos sem títulos; relembre a última conquista

Fábio Lázaro
LANCE!


Nesta sexta-feira completa quatro anos que o torcedor do Santos não lota a Praça da Independência para comemorar uma conquista de campeonato. No dia 8 de maio de 2016, o Peixe bateu o Audax por 1 a 0, na Vila Belmiro, e sagrou-se campeão estadual pela 22ª vez.

A campanha

Time que menos perdeu na primeira fase do Campeonato Paulista, sendo derrotado apenas pelo Red Bull Brasil, em Campinas, na sétima rodada, teve o segundo melhor retrospecto da primeira fase, atrás apenas do Corinthians.

Nas quartas de final, confirmou a boa fase eliminando o São Bento sem sofrer sustos, com uma vitória por 2 a 0, na Vila Belmiro.

Na semifinal, reeditou a recente decisão da Copa do Brasil, que havia acontecido exatos quatro meses e 22 dias antes, contra o Palmeiras, na qual a equipe da capital sagrou-se campeã. Peixe e Verdão também tinham decidido o Paulista do ano anterior, mas com título santista.

O Santos abriu 2 a 0, com dois gols de Gabigol, ainda em sua primeira passagem pela Vila Belmiro – o atacante deixaria o clube meses depois, após conquistar a inédita medalha de ouro olímpica pela Seleção Brasileira. No entanto, o Alviverde empatou a partida, com dois gols nos dois últimos minutos de jogo, ambos marcados por Rafael Marques.

Contudo, nas penalidades o Santos levou a melhor, mesmo saindo atrás, após pênalti desperdiçado por Lucas Lima, hoje no rival. Lucas Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass perderam as suas cobranças para o Palestra na sequência e o Peixe garantiu o passaporte para o compromisso decisivo.

Na final, o time treinado por Dorival Júnior enfrentou o badalado Audax, que, embora azarão naquele torneio, chegou a decisão com moral, após eliminar o São Paulo, nas quartas de final, e o Corinthians, na semi, em plena Arena Itaquera. A equipe treinada por Fernando Diniz, que hoje comanda o Tricolor do Morumbi, destacava-se por seu estilo de jogo ofensivo e arrojado e contava com nomes conhecidos, como o goleiro Sidão, os meias Tchê Tche e Camacho, além do volante Yuri, que transferiu-se ao Peixe no mesmo ano, mas não vingou, e atualmente atua pelo Fluminense.

A final

No confronto de ida, em Osasco, o time da casa saiu na frente, aos 13 minutos do segundo tempo, com o atacante Mike, hoje no Goiás, mas o Santos empatou aos 35 da etapa complementar, com Ronaldo Mendes, que havia entrado no lugar de Lucas Lima, 12 minutos antes. Vindo do ABC, mas pertencendo a Penapolense, Ronaldo havia chego à Baixada Santista no início daquele ano e deixou o Alvinegro Praiano meses depois, ao ser vendido para o Al Wasl, onde atua até hoje.

Em 8 de maio de 2016, domingo e Dia das Mães, as matriarcas santistas ganharam o presente em dobro. Em uma Vila Belmiro com mais de 12 mil torcedores, o Alvinegro Praiano precisou de apenas um lance para comemorar o título e ele veio na última jogada de um primeiro tempo em que o Peixe foi sufocado pelos osasquenses. Ricardo Oliveira, que completara 36 anos dois dias antes, recebeu um passe em contra-ataque puxado por Vitor Bueno, arrancou na intermediária ofensiva, colocou a bola por baixo das pernas do zagueiro Bruno Silva e tocou na saída de Sidão.

O jejum

Além de não vencer nenhum torneio há quatro anos, o Santos também não chegou em outras decisões. Embora tenha sido vice-campeão brasileiro em duas oportunidades neste período, 2016 e 2019, os feitos foram registrados no formato de pontos corridos. Já nos mata-mata, o torcedor santista já não lembra mais nem o gosto da decisão.

Se até 2016 o Alvinegro Praiano havia chego às oito finais de Campeonato Paulista, dali em diante a “lavoura secou”. A equipe foi eliminada nas quartas de final em 2017 e nas semifinais em 2018 e 2019 – em ambas as ocasiões sendo derrotado nos pênaltis. Na Copa do Brasil, eliminações nas quartas de final em 2016, 2017 e 2018, para Internacional, Flamengo e Cruzeiro, respectivamente, e nas oitavas de final da competição, em 2019, diante do Atlético-MG.

O clube ainda acumulou decepções em torneios internacionais, como as desclassificações na Libertadores em 2017, nas quartas de final, contra o Barcelona-ECU, e 2018, nas oitavas, pelo Independiente-ARG. Além da eliminação na primeira fase da Copa Sul-Americana do ano passado, frente ao River Plate-URU.
























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