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Apenas brasileiros no pódio: em 2015, o Brasil dominou, ao mesmo tempo, o Havaí e o mundo (WSL / KIRSTIN SCHOLTZ)
Apenas brasileiros no pódio: em 2015, o Brasil dominou, ao mesmo tempo, o Havaí e o mundo (WSL / KIRSTIN SCHOLTZ)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

Até agora no Mundial de Surfe foram dez etapas e o Brasil soma incríveis oito vitórias. Como consequência disso, temos dois representantes da Tempestade Brasileira (Gabriel Medina e Filipe Toledo) disputando o título mundial dessa temporada.

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Mesmo com todo esse retrospecto, difícil acreditar que haverá um ano tão perfeito como 2015.

O mês de dezembro coroou uma dominação nunca antes vista na história do surfe. Entre os sete primeiros colocados da elite, quatro eram brasileiros e três deles foram a Pipeline com chances de título. Adriano de Souza, o Mineirinho, ganhou, mas o papel de Medina no pódio não era apenas do último campeão passando o troféu para o mais novo vencedor.

Ele subiu no palanque para ser o primeiro brasileiro a receber o troféu da Tríplice Coroa havaiana e para completar a festa, só faltou Italo Ferreira junto aos dois, comemorando seu primeiro feito. Estreante na elite, o potiguar terminou o ano na 7ª colocação e conquistou o título de “Novato do Ano”, troféu concedido ao melhor debutante do WCT.

Mas não foi só no mês de dezembro que brasileiros gritaram “é campeão”.  No mês anterior, Caio Ibelli também comemorou seu acesso à elite, sendo líder da Divisão de Acesso com folga.

Caio Ibelli foi o campeão do WQS em 2015 (WSL/Divulgação)
Caio Ibelli foi o campeão do WQS em 2015 (WSL/Divulgação)

Outros mares, mesmas conquistas

Outubro foi mês de comemorar título mundial também. Dessa vez no Stand Up Paddle, com o carioca Caio Vaz, que venceu na Califórnia. O local não poderia ser melhor. O ambiente no qual a cultura do esporte é tão difundida, viu mais um brasileiro comemorar uma conquista.  

 

Mundiais visando o futuro

E para quem imaginou que a festa havia acabado aí, se enganou. Não deu tempo sequer de comemorar o nosso segundo título mundial e 20 dias depois, o 13 de janeiro de 2016 amanheceu com mais um brasileiro no topo do mundo. Nas ondas incríveis da Ericeira, Lucas Silveira conquistou o título mundial júnior de surfe.

Lucas Silveira foi o campeão júnior de 2015 (WSL/POULLENOT/AQUASHOT)
Lucas Silveira foi o campeão júnior de 2015 (WSL/POULLENOT/AQUASHOT)

A conquista verde e amarela também se estendeu aos ainda mais jovens. No mundial sub-16,  Samuel Pupo mostrou que surfar bem é de família, já que é irmão do ex-integrante da elite Miguel Pupo. O garoto que é promessa do surfe nacional, faturou o título quebrando recordes na competição. O paulista conquistou as melhores notas nas baterias e as maiores somatórias da história do campeonato.


Como deu para ver, nenhum ano foi tão vitorioso para o surfe brasileiro quanto 2015. A imprensa mundial acreditava em uma tempestade, com efeito forte e rápido. Com dois brasileiros na disputa do título de 2018, já é possível dizer que a tempestade se transformou em uma era brasileira no surfe. E ao que tudo indica, esse domínio ainda vai longe…

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