Salles pede desculpas a Ramos e admite ‘excesso’

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Brazil's Environment Minister Ricardo Salles attends a news conference at the Itamaraty Palace in Brasilia, Brazil July 15, 2020. REUTERS/Adriano Machado
Brazil's Environment Minister Ricardo Salles attends a news conference at the Itamaraty Palace in Brasilia, Brazil July 15, 2020. REUTERS/Adriano Machado

Após atacar o ministro Luiz Eduardo Ramos (Governo), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, admitiu, por meio de uma rede social, “excesso” e pediu desculpas ao colega.

"Conversei com o ministro Ramos, apresentei minhas desculpas pelo excesso e colocamos um ponto final nisso. Estamos juntos no governo, pelo Pres. Bolsonaro e pelo Brasil. Bom domingo a todos", escreveu Ricardo Salles neste domingo, no Twitter.

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Na manhã deste domingo (25), antes da publicação do ministro do Meio Ambiente na rede social, o ministro Ramos afirmou que não havia confronto com o colega.

"Rapaz, não tem briga nenhuma", afirmou, durante um passeio de moto com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Braga Netto, da Casa Civil, por Brasília. "Tem uma definição: briga é quando [tem] duas pessoas", complementou o ministro.

Na quinta-feira, Salles pediu, em uma postagem na rede social, que e o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República deixasse de lado a postura de “Maria Fofoca”.

O ministro entendeu que o colega era a fonte de um coluna do jornal O Globo, segundo a qual Salles estava “esticando a corda com a ala militar do governo” e “testando a blindagem” com o presidente Jair Bolsonaro ao mandar suspender as ações de combate a incêndios por falta de recursos.

Salles marcou o perfil de Luiz Eduardo Ramos no Twitter e escreveu: “não estiquei a corda com ninguém. Tenho enorme respeito e apreço pela instituição militar. Atuo da forma que entendo correto. Chega dessa postura de #mariafofoca”.

Na quinta (22), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) deu ordem para todos os brigadistas que estavam em campo - incluindo Amazônia e Pantanal - retornarem as suas bases, alegando falta de recursos.

O ataque provocou reações contrárias ao ministro do Meio Ambiente dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de manifestações de apoio a Ramos de líderes do governo no Congresso e parlamentares do Centrão.

O presidente da Câmara afirmou, no sábado, em rede social, que “não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil”, Salles “agora resolveu destruir o próprio governo”.

Integrantes da ala ideológica do governo, como o deputado e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), as deputadas Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP) e o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, aprovaram a fala de Salles.