Salles pede a Abin para investigar invasão em rede social, após chamar Maia de “Nhonho”

Ana Paula Ramos
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Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (REUTERS/Adriano Machado)
Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (REUTERS/Adriano Machado)

Após postagem no Twitter chamando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de “Nhonho”, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alegou que “alguém se utilizou indevidamente” de sua conta e pediu que a Agência Brasileira de Investigação (Abin) investigue suposta invasão.

O ministro teria dito a interlocutores que, durante a campanha eleitoral de 2018, quando concorreu ao cargo de deputado federal pelo Novo em São Paulo, diversas pessoas tiveram acesso ao seu login e senha, que não foram alterados. A informação foi divulgada pelo jornal Estado de S. Paulo.

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“Fui avisado há pouco que alguém se utilizou indevidamente da minha conta no Twitter para publicar comentário junto a conta do Pres. da Câmara dos Deputados, com quem, apesar de diferenças de opinião sempre mantive relação cordial", escreveu o ministro do Meio Ambiente.

Momentos depois, a conta de Salles saiu do ar. Ele também afirmou que acionou o Twitter para tentar identificar a origem do login supostamente feito por um invasor.

A mensagem polêmica era uma resposta direta a uma crítica de Maia a Salles, em post publicado no sábado.

"O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo", escreveu o presidente da Câmara, sobre os ataques do ministro do Meio Ambiente ao chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, chamado de “Maria Fofoca”.

Na noite de quarta-feira (28), uma publicação do perfil de Salles chamava Rodrigo Maia de “Nhonho”, em uma referência ao personagem do programa mexicano Chaves.