Salgado diz que dívida do Vasco aumentou em 2020: 'É muito grande, mas plenamente administrável'

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O presidente do Vasco, Jorge Salgado, participou de uma live nesta última segunda-feira no canal "Atenção, Vascaínos". Durante a entrevista, o novo mandatário comentou sobre diversos assuntos e um deles foi a atual dívida do Cruz-Maltino. De acordo com o empresário, o cenário financeiro do clube é frágil, e esse déficit aumentou em cerca de R$ 100 milhões em 2020. Porém, ele acredita que com aumento na captação de recursos, a dívida torna-se "plenamente administrável"

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- Hoje o nosso clube está fragilizado financeiramente. Para você ter uma ideia, acabei de ter números de balanço no final da tarde. Saímos de R$ 610 milhões no final do ano passado (2019) para R$ 720 milhões esse ano. É um déficit de mais ou menos R$ 100 milhões num ano. Vou ter que primeiro arrumar a casa e ao mesmo tempo tentar arrumar um time melhor para esse torcedor apaixonado - revelou, e completou.

- Prometo à nossa grande torcida, muito trabalho, começar arrumar o clube financeiramente para ele deixar de ser um participante e se tornar um protagonista. Mas isso não é feito da noite para o dia. Estou mapeando todas as fragilidades. Estou há menos de um mês, mas paguei dois salários da gestão anterior, outubro e novembro - disse.

Para explicar os prejuízos financeiros do clube, Jorge Salgado exemplificou que eles são referentes à três tipos de dívidas: fiscal, trabalhista e cível. Dessa forma, o empresário afirmou que pretende chegar ao final do seu mandato, em 2023, com a redução da metade da dívida e o dobro do faturamento. atual, e disse que este prejuízo é "plenamente administrável".

- Qual a realidade do déficit? Primeiro: a gente tem três grandes dívidas no Vasco, a fiscal, a trabalhista e bancária. Vamos atacar essas três. Dívidas trabalhista e fiscal vão cair. A dívida cível/bancária a mesma coisa. Estamos trabalhando numa captação de recursos, precisamos de recursos novos para zerar esse passado de salários e outras dívidas, o que nos dá um fôlego. Pretendemos alongar essa dívida com recursos - analisou.

- É muito grande, mas é plenamente administrável. Apostaria que chegaremos ao final do mandato com a dívida saindo de R$ 700 para R$ 350 milhões ou R$ 400 milhões. E com um faturamento saindo de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões, R$ 350 milhões. Trabalhando com esses números, conseguimos montar um time competitivo - projetou.


Por fim, ao falar sobre o desempenho do Vasco no Brasileirão e o trabalho de Vanderlei Luxemburgo, o mandatário revelou que seu desejo é pela permanência do experiente treinador à frente do comando técnico da equipe por pelo menos mais dois anos.

- Vanderlei revela um carinho muito grande pelo Vasco e tem o entendimento da grandeza do Vasco e da camisa que o clube tem. Ele enfatiza isso e entende isso. O Vanderlei consegue transmitir isso e quase em todas as entrevistas ele fala sobre isso. Gostaria que ele ficasse dois ou três anos no Vasco.
Em relação à busca de reforços pós-Brasileiro, afirmou que priorizará oportunidades de mercado, como jogadores sem contrato, e garantiu: não dará um passo maior do que a perna - elogiou.

- Grandes contratações não vão ter agora, não vou iludir o torcedor. Muitos garotos subiram. Seis ou sete jogadores subiram. Para esse ano, eles já terão a experiência de uma temporada no profissional. Vamos contratar de acordo com o nosso orçamento. Temos que sair dessa zona da confusão, como diz o Vanderlei. É muito desgastante, não quero viver isso nas últimas rodadas finalizou.

Vanderlei Luxemburgo
Vanderlei Luxemburgo

Salgado quer a permanência de Luxa (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)