Saída repentina de Alexandre Mattos faz Cruzeiro perder força em negociações

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Segunda passagem de Alexandre Mattos pelo Cruzeiro durou apenas quatro dias (Bruno Ulivieri/AGIF)
Segunda passagem de Alexandre Mattos pelo Cruzeiro durou apenas quatro dias (Bruno Ulivieri/AGIF)

 Quatro dias foi o tempo que Alexandre Mattos ajudou o Cruzeiro na reestruturação do clube, depois do rebaixamento no Campeonato Brasileiro e da renúncia coletiva da diretoria encabeçada por Wagner Pires de Sá. Com a saída de Pedro Lourenço, escolhido pelo núcleo gestor para cuidar do futebol, o dirigente entendeu que seria melhor não seguir no clube, já que seu retorno à Toca da Raposa foi por convite do Pedrinho do BH. A saída repentina de Alexandre Mattos faz o Cruzeiro perder força nas negociações.

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Como vai trabalhar no Reading, da Inglaterra, a partir de março, Mattos declinou do convite par ser o diretor de futebol do Cruzeiro. Mas não negou ajuda ao clube que o projetou nacionalmente. O dirigente topou trabalhar de forma voluntária, até o momento da mudança para Europa. Apesar do pouco tempo, Alexandre Mattos arregaçou as mangas e fez algumas coisas importantes para a Raposa.

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Uma das maiores joias do elenco celeste é o zagueiro Cacá, de 20 anos. O jovem defensor entrou na equipe na reta final do último Brasileirão e foi muito bem, apesar da queda para a Série B. Como o vínculo do atleta se encerra no final desta temporada, Alexandre Mattos conseguiu renovar o contrato até dezembro de 2022.

Foi também por ação de Mattos que o zagueiro Fabrício Bruno retirou sua ação da Justiça, em que pedia para ficar com os direitos livres, e, posteriormente, negociado com o Red Bull Bragantino. A transação deve ser confirmada nas próximas horas e vai render algum dinheiro para a Raposa, que passa por enormes dificuldades financeiras. Mattos também atuou de forma determinante para as saídas de Egídio e Henrique, que foram para o Fluminense, e Marquinhos Gabriel, que seguiu para o Athletico-PR.

Esse processo de readequação da folha salarial passaria muito pelas mãos do dirigente, que ficaria no clube por cerca de 60 dias. Sem Alexandre Mattos, o temor dentro do Cruzeiro é que algumas situações se compliquem e a bola de neve apenas aumente. A dívida do clube com os jogadores referentes a salários, direitos de imagem e férias já está perto dos R$ 100 milhões.

Alexandre Mattos ganhou quatro dos últimos sete Brasileiros e se tornou um dos diretores de futebol mais respeitados e influentes do país. A figura de Mattos numa mesa de negociação já é algo que dá respaldo para o clube que conta com o seu serviço. Lastro que o Cruzeiro contava para reduzir a folha salarial do clube, que em dezembro do ano passado era de R$ 15 milhões apenas para o futebol. Diante do atual cenário financeiro, que é caótico, o conselho gestor celeste estipula gastar entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões em salários, por mês, para todo o clube.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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