Saiba por que o Lucão do vôlei sempre joga de máscara

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TOKYO, JAPAN - JULY 24: Mauricio Borges Almeida Silva #5 of Team Brazil gets set behind Alan Souza #21 and Lucas Saatkamp #16 prior to a serve against Team Tunisia during the Men's Preliminary Round - Pool B on day one of the Tokyo 2020 Olympic Games at Ariake Arena on July 24, 2021 in Tokyo, Japan. (Photo by Toru Hanai/Getty Images)
Maurício (de costas) e Lucão (à direita) estão jogando de máscara desde o início da pandemia, Foto: Toru Hanai/Getty Images

Medalhista de ouro nos Jogos do Rio em 2016 e prata em Londres 2012, o central da seleção brasileira começou as Olimpíadas chamando a atenção do público por um motivo peculiar. Lucão vem optando, desde o início da pandemia de Covid-19, por atuar sempre de máscara.

Os motivos do atleta são extremamente nobres. Com um filho de apenas quatro anos em casa, Lucão busca minimizar o risco de contaminação. "A ideia é evitar ao máximo ter de me afastar por causa da contaminação. O segundo motivo é que eu tenho um filho pequeno. Ele tem alguns problemas como bronquite, e a grande preocupação, claro, é o risco de contaminá-lo" afirmou o Central, em entrevista ao Estadão.

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Lucão admitiu, em entrevista ao Globo Esporte, que a máscara de fato incomoda, mas ressaltou que a particularidade do vôlei, esporte de explosão, facilita a sua utilização: "A máscara incomoda um pouco, principalmente na parte de cárdio (sic), que exige um pouco mais, na hora de um rali. Mas a sorte é que, no nosso esporte, é mais de explosão, os ralis são mais curtos, às vezes é só uma ação que você faz. No vôlei masculino, então é menos ainda. No vôlei masculino é menos ainda. Quando o rali dura 10 ou 15 segundos, já é muito. Isso facilita muito o uso da máscara, principalmente em relação ao futebol, ao basquete, que exige mais essa parte aeróbica. Claro, quando tem um rali, me afasto, levanto a máscara para poder respirar normalmente. Mas, na grande maioria das vezes, é tranquilo" afirmou o central.

Mauríco Borges, seu colega de equipe no Taubaté e na seleção brasileira, também vem adotando o uso da máscara. Atletas do vôlei feminino, como a argentina Yael Castiglione, do Pinheiros, Carla, do São José dos Pinhais e Macris Carneiro, levantadora da seleção brasileira, também vêm jogando de máscara.

Ao saberem do motivo que levou à decisão de Lucão, usuários do twitter elogiaram muito a postura do Central. 

Alguns, inclusive, aproveitaram para fazer piada com as pessoas que ainda insistem em não usar a máscara:

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